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Moçambique: "Degola" de crianças por al-Shabab 17 Mar�o 2021

O casal da foto diz ter fugido da sua aldeia, com os três filhos sobrevivos, após os terroristas terem assassinado,por degola, o seu filho mais velho, de 12 anos. Este e outros relatos similares sobre "execuções tão cruéis" foram ouvidos por enviados da ONU, que admitem: "Nós chorámos".

Moçambique:

A mãe contou que viu o seu filho mais velho de 12 anos a ser decapitado por terroristas do al-Shabab, grupo de militantes islamistas que operam na região de Cabo Delgado, no nordeste de Moçambique.

"A nossa aldeia foi atacada de noite e as casas foram incendiadas", relatou a mulher num campo de refugiados onde foi ouvida pela enviada-especial das Nações Unidas.

"Quando tudo começou, estava sozinha em casa com os meus quatro filhos. Tentámos fugir para a mata, mas só conseguimos esconder. Quando eles agarraram o meu filho mais velho, degolaram-no e não pudemos fazer nada".

Outra mulher também relatou que viu os terroristas matarem-lhe o filho de onze anos. "Percebemos que não podíamos continuar na nossa aldeia". Com os três filhos, "fugimos para a casa do meu pai noutra aldeia. Mas poucos dias depois, os ataques dos terroristas chegaram lá também".

Em depoimento à BBC em Maputo, a diretora da ONG Save the Children, Chance Briggs, confessou: "A nossa equipa chorou ao ouvir os relatos de tanto sofrimento infligido às crianças, contados pelas mães nos campos de refugiados".

Fonte: BBC. Foto: Família num campo de refugiados, após al-Shabab atacar aldeia e decapitar filho de 12 anos.

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