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Moçambique/Eleições: CPLP, UA e SADC consideram sufrágio pacífico, ordeiro e transparente 18 Outubro 2019

Missões de observação eleitoral internacionais consideraram hoje, em Maputo, que as eleições gerais de terça-feira em Moçambique foram pacíficas e transparentes, assinalando a ocorrência de "incidentes" que não colocam em causa a "integridade da votação".

Moçambique/Eleições: CPLP, UA e SADC consideram sufrágio pacífico, ordeiro e transparente

"A missão da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] considera que o ato de votação do passado dia 15 decorreu, na generalidade, em consonância com as práticas internacionais de referência", afirmou, segundo a Lusa, o coordenador da Missão de Observação Eleitoral da organizaçao lusófona, Mário Mendão, em conferência de imprensa realizada hoje em Maputo.

A posição da CPLP foi comum à da União Africana (UA) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, sigla inglesa).

As diferentes missões apresentaram hoje as conclusões preliminares numa cerimónia conjunta.

Segundo a fonte referida, Mário Mendão afirmou que os observadores da CPLP constataram que foram asseguradas liberdades cívicas e políticas do eleitorado e que as assembleias de voto funcionaram de forma ordeira e pacífica e que se registaram "incidentes isolados", mas que não colocam em causa a "integridade" da votação, referiu.

A missão assinala "o atento e diligente desempenho dos membros das assembleias de voto no cumprimento dos procedimentos legalmente estabelecidos", declarou o coordenador.

Por seu turno, o chefe da missão de observação da UA, o ex-Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan, qualificou como "transparente" a votação do dia 15, destacando a presença dos partidos políticos e dos observadores nas urnas.

"A missão [da UA] observa que a transparência do processo foi assegurada, os partidos e observadores estavam presentes na votação", frisou Goodluck Jonathan.

Apesar da avaliação positiva, prosseguiu, a missão da UA está preocupada com discrepâncias entre o número de boletins de voto e o número de votantes registados em algumas assembleias de voto de algumas províncias.

Por outro lado, deu nota da exclusão de observadores eleitorais de organizações da sociedade civil moçambicanas, que ficaram impedidos de acompanhar a votação.

A Lusa revela ainda que a missão de observação eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) também classificou como "ordeira e pacífica" a votação, exortando os concorrentes insatisfeitos com o processo a seguir a via legal.

"Em conclusão, as fases de pré-eleição e de votação foram conduzidas, no geral, de forma pacífica e ordeira", declarou a chefe da missão da SADC e ministra da Defesa do Zimbabué, Oppah Muchinguri.

Durante a cerimónia, a mesma opinião foi transmitida pelas missões da Commonwealth, Fórum das Comissões Eleitorais da SADC e Organização Internacional da Francofonia.

Conforme a mesma agencia, a voz mais dissonante foi a do Instituto Eleitoral para a Sustentabilidade Democrática em África (EISA, sigla inglesa) que realçou um clima de "desconfiança" do eleitorado em relação às instituições públicas e ao criticar de forma mais veemente falhas na acreditação de observadores.

Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela CNE até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes, refere a fonte deste jornal.

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