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Moçambique: FRELIMO adia veredicto sobre Samora Machel Júnior 06 Maio 2019

Surgimento de novos factos ditaram adiamento fez saber o partido no poder em Moçambique, que esteve reunido, este fim de semana, na Matola. FRELIMO voltou a distanciar-se dos casos de corrupção.

Moçambique: FRELIMO adia veredicto sobre Samora Machel Júnior

Reunido desde sexta-feira (03.05), na Matola, o Comité Central da FRELIMO decidiu, a pedido do Comité de Verificação do Partido, adiar o desfecho do caso Samora Machel Júnior, alegadamente devido ao surgimento de novos factos. Mas, não deverá ser tomada nenhuma decisão sobre o caso antes das próximas eleições gerais, agendadas para 15 de outubro.

Um quadro da FRELIMO disse à Lusa que o tema será debatido na próxima reunião do Comité Central, que se vai realizar após as eleições.

Samora Machel Júnior está a ser acusado de violar os estatutos do partido, depois de ter tentado concorrer nas últimas eleições autárquicas na cidade de Maputo como cabeça de lista da AJUDEM (Associação para o Desenvolvimento Juvenil de Moçambique).

O filho do primeiro Presidente de Moçambique nega a acusação, afirmando que aceitou o convite da AJUDEM por ter sido excluído do processo pelo partido sem nenhuma explicação.

Na Matola, durante o encontro deste fim de semana, o Presidente da FRELIMO, Filipe Nyusi, destacou, entre as deliberações do Comité Central, a necessidade de intensificação da formação político-ideológica dos membros do partido.

"A formação ideológica permite reforçar os valores da disciplina que é o princípio de lealdade concreta e incondicional ao Partido. Na sessão da Matola, vincamos a necessidade de observância dos princípios de isenção, imparcialidade, independência, discernimento e agir em estreito respeito dos estatutos, dos regulamentos e diretivas do partido a todos os níveis", disse.

Vitória da FRELIMO

Discursando no encerramento da sessão, este domingo (05.05), Filipe Nyusi definiu este encontro como o início da marcha da FRELIMO para a vitória nas próximas eleições gerais, ou seja, para mais um mandato na Presidência da República, para o aumento do número de assentos no Parlamento e nas Assembleias Provinciais e para a governação em todas as províncias.

De acordo com Nyusi, a visão do partido para o próximo ciclo de governação assenta em três pilares: desenvolvimento do capital humano; emprego, produtividade e competitividade; e desenvolvimento de infraestruturas económicas e sociais. O presidente acrescentou: "Estas prioridades serão sustentadas por dois pilares, nomeadamente, Estado de direito, boa governação e consolidação de descentralização governativa, ambiente macroeconómico equilibrado e sustentável e uso de receitas de recursos naturais para financiar, principalmente, a transformação e modernização da agricultura e do turismo".

Em declarações à imprensa, o porta-voz do encontro, Caifadine Manasse, afirma que a sessão foi marcada por um debate aberto, franco e, acima de tudo, incisivo.

Segundo o porta-voz deste encontro, a FRELIMO sai desta sessão do Comité Central "mais coesa, mais forte e unida, olhando para aquilo que são os pressupostos e o foco que o nosso partido tem que é vencer as eleições".

"Nyusi sai mais reforçado”

A III Sessão Ordinária do Comité Central da FRELIMO foi marcada pela consagração da recandidatura de Filipe Nysi a mais um mandato na Presidência da República. "O camarada Filipe Nyusi sai mais reforçado, com mais confiança", afirmou o porta-voz Caifadine Manasse.

Outro dos temas que mereceu a atenção do encontro está relacionado com a corrupção, numa altura em que estão a ser acusados e julgados alguns membros do partido no poder.

Combate à corrupção

Sobre este tema, Filipe Nyusi afirmou que a corrupção continua um desafio por combater no país e defendeu uma resposta no quadro do estado de direito. "Ainda subsistem desafios na transformação da nossa economia e combate à corrupção",disse.

Sobre este assunto, Caifadine Manasse voltou a frisar que a FRELIMO se distancia de qualquer tipo de corrupção e sublinhou que os membros do partido têm que ser exemplares. Segundo Caifadine, "aqueles que têm algum problema legal, e que estão a ser ouvidos por corrupção, têm a obrigação de provar o contrário, porque nós somos pela separação e interdependência de poderes. Nós somos um partido político. Há órgãos de justiça, esses órgãos têm o direito e o dever de fazer o seu trabalho", disse.

O combate à corrupção em Moçambique está na ordem do dia, com a detenção de várias figuras próximas da Frelimo, no âmbito do processo judicial sobre as chamadas dívidas ocultas e outros casos relacionados com o desvio de fundos públicos. c/DW-África

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