LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Moçambique: PM português pede desculpa por massacre de Wiriyamu 04 Setembro 2022

Em Maputo esta sexta-feira, o primeiro-ministro de Portugal pediu desculpa pelo massacre de Wiriyamu, de 1972. Um "ato indesculpável que desonra a nossa história”, disse António Costa.

Moçambique: PM português pede desculpa por massacre de Wiriyamu

António Costa fez o ’mea culpa’, ato que se tornou prática recente, entre os atuais dirigentes dos países que foram antigas potências coloniais, perante os países independentes suas ex-colónias.

"Neste ano de 2022, quase decorridos 50 anos sobre esse terrível dia de 16 de dezembro de 1972, não posso deixar aqui de evocar e de me curvar perante a memória das vítimas do massacre de Wiriyamu, ato indesculpável que desonra a nossa história”, afirmou, em Maputo.

Há cinquenta anos, as tropas portuguesas dizimaram um terço dos 1350 habitantes de cinco povoações — Wiriyamu, Djemusse, Riachu, Juawu e Chaworha — integradas numa área chamada de “triângulo de Wiriyamu".

O episódio aconteceu em 16 de dezembro de 1972, depois da morte de dois capitães, comandantes de companhia, quando o jipe em que seguiam acionou uma mina.

Na retaliação, pelo menos 385 pessoas foram assassinadas pela 6.ª Companhia de Comandos de Moçambique. O número de mortes aumentou, durante a “limpeza” do local, que ocorreu nos três dias seguintes ou devido aos interrogatórios que se seguiram, conduzidos por militares e pela PIDE.

O massacre foi denunciado pelo jornal britânico The Times, na edição de 10 de julho de 1973 por três padres católicos.

Fontes: RTP/DN.pt/Expresso.pt/The Times.uk. Foto (Expresso): Local do massacre.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project