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Moçambique: ‘Se chegar a mil óbitos, não será um nº exagerado’, teme Chissano —2500 crianças de Búzi solada 23 Mar�o 2019

O presidente Filipe Nyusi admitiu, esta semana, que poderá haver mais de mil mortos, devido à devastação provocada pelo ciclone Idai. Em entrevista, esta quinta-feira, 21, a uma estação de rádio portuguesa, o ex-presidente Joaquim Chissano concorda também, por seu turno, que dada a extensão da área inundada pode “chegar a mil” o número de óbitos.

Moçambique: ‘Se chegar a mil óbitos, não será um nº exagerado’, teme Chissano —2500 crianças de Búzi solada

O segundo presidente da República inaugurada por Samora Machel em 1975, Joaquim Chissano reconhece ter havido “muito trabalho de prevenção, e a prevenção pode ter reduzido o número de óbitos". Mas admite que os cálculos do atual presidente (o quarto, que sucedeu a Guebuza, sucessor de Chissano na presidência moçambicana) possam, infelizmente, estar certos.

“A área é muito grande. Não é só Beira, Sofala e Manica. É preciso esperar até que a situação acalme e começarem a reaparecer as pessoas, ainda são muito difíceis as comunicações”.

Interrogado sobre o potencial destruidor das descargas das barragens de Moçambique e Zimbabué, afirma que se tudo for feito de acordo com as regras “pode ser que as descargas não provoquem vítimas humanas”, acredita Chissano.

2500 crianças de Búzi isolada

Búzi na província de Sofala é uma localidade com uma "plantação de cana de açúcar, uma zona baixa e, por isso, muito difícil de se proteger contra inundações, sobretudo quando o rio Búzi recebe muita água", explica o ex-presidente sobre esse ponto do mapa que entrou nos noticiários depois que a ONG ’Save the Children’ lançou um apelo.

Chissano admite que dado que "têm vindo a ser tomadas precauções", " é possível que, apesar de tudo se tenha protegido muita gente" em Búzi.

"É com tristeza" que Chissano assiste a mais uma catástrofe no seu país, mas afirma "a esperança de que tudo isso se vai repor. Não é a primeira vez que vivemos calamidades em Moçambique, já estamos habituados a sofer e a repor. Acredito que nos vamos erguer, sobretudo com esta solidariedade internacional".

Solidariedade internacional

A movimentação internacional para ajudar Moçambique é "muito apreciada" pelo segundo dos seus quatro presidentes (em quarenta e três anos de independência). Ele diz valorizar "toda a ajuda", "cada um dá o que pode", acredita Chissano.

Em Cabo Verde, onde o presidente de Cabo Verde pediu ’ajuda internacional para Moçambique em carta dirigida ao SG da ONU’, o primeiro-ministro afirmou que o Governo e a Presidência da República têm estado a trabalhar ’de uma forma muito sintonizada’ para ajudar a minorar a situação no país-irmão. Avançou que Cabo Verde espera enviar 200 mil dólares a Moçambique, em resultado de contribuições de entidades públicas e privadas.

Também "vamos organizar um encontro com diversas entidades, como a Proteção Civil, Forças Armadas, Cruz Vermelha para ver o que se pode disponibilizar em termos de participação no terreno, para darmos também a nossa contribuição", declarou Ulisses Correia e Silva. Fontes: Rádio Renascença. Arquivo Asemanaonline. Fotos nas redes sociais.

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