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Montenegro: Polícia reprime manifestantes contra entronização de chefe de igreja sérvia apoiado pela Rússia — Presidente prega união mas acusam-no de incitar violência 05 Setembro 2021

A divisão da população da República de Montenegro em pró-sérvios, um terço, e defensores da soberania montenegrina, dois-terços que se ressentem do poder da igreja sérvia, provocou este fim de semana violento na novel república dos Balcãs. A entronização do novo chefe da igreja ortodoxa sérvia, o metropolita Joanikije, suscitou um movimento de oposição que reuniu largas centenas de montenegrinos que sábado e domingo barricaram estradas. O líder religioso teve de ser transportado de helicóptero sob forte escolta policial para tomar posse no mosteiro em Cetinje.

Montenegro: Polícia reprime manifestantes contra entronização de chefe de igreja sérvia apoiado pela Rússia — Presidente prega união mas acusam-no de incitar violência

No sábado e no domingo, largas centenas de manifestantes barricaram as estradas de acesso ao mosteiro com pneus incendiados, atiraram pedras contra a polícia que atuou com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

A divisão religiosa que se expôs este fim de semana é a face visível do conflito incentivado pela Rússia entre as duas comunidades que formam a República de Montenegro, país de 620 mil habitantes, independente da Sérvia após o referendo de 2006.

A separação política não foi acompanhada da autonomia da igreja ortodoxa montenegrina que continua sob a tutela da igreja ortodoxa sérvia. Uma situação insustentável, já que a igreja sérvia mantém relações próximas com a Igreja Ortodoxa da Rússia, que funciona como uma extensão do poder político do Kremlin sob Putin (Rússia vs. Turquia no iminente novo Cisma da Igreja Ortodoxa — Reconhecida independência da Igreja da Ucrânia, 17.dez.018).

Presidente pediu adiamento da cerimónia

O presidente Milo Djukanovic dirigiu-se no sábado a Cetinje, a 38 km da capital, onde as suas palavras de "agradecimento a quem defende o interesse nacional", em vez de apaziguarem as partes, geraram mais divisão que união.

Djukanovic, que tem boa cotação no Ocidente pelo seu sucesso em integrar o Montenegro na NATO, disse aos manifestantes que não estava lá para tomar partido porque é presidente de todos os montenegrinos.

Não teve sucesso na sua tentativa de levar as autoridades religiosas a adiar a cerimónia. É olhado com suspeição pela igreja ortodoxa (montenegrina) devido ao seu alegado posicionamento contra a influência da igreja ortodoxa sérvia.

Primeiro-ministro pró-servio: "tentativa de terrorismo"

Zdravko Krivokapic esteve presente na receção — com milhares de pessoas — ao metropolita Joanikije acompanhado do patriarca sérvio, Porfirije, na capital, Podgorica. O primeiro-ministro pró-servio classificou os protestos de "tentativa de terrorismo".

Fontes: DW/L’Express.

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