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Morreu Carlos Menem, ex-presidente da Argentina — Impôs economia neoliberal, pôs o país no mapa do ’jet-set’ 15 Fevereiro 2021

Aos noventa anos morreu este domingo, 14, Carlos Saul Menem que foi presidente da República Argentina durante dez anos ininterruptos. Fica para a história como o introdutor da Economia Neoliberal na Argentina, que combateu a hiper-inflação e trouxe uma década de estabilidade.

Morreu Carlos Menem, ex-presidente da Argentina — Impôs economia neoliberal, pôs o país no mapa do ’jet-set’

Foi em 1989 que o governador de La Rioja durante dez anos venceu a eleição presidencial e passou a ocupar La Casa Rosada. Em 1999, no término do seu segundo mandato, torna-se o presidente democraticamente eleito que mais tempo ocupou a chefia do Estado argentino.

O presidente Alberto Fernández lamentou a sua morte e destacou o percurso democrata de Menem, perseguido e detido pela ditadura militar em 1976. Voltou à política ativa depois do segundo mandato em 1999 e foi sucessivamente eleito senador de La Rioja.

Segundo os diários argentinos El Clarín e La Nación Argentina, Menem foi internado em junho, em Buenos Aires, depois de uma consulta de rotina detetar uma infeção urinária que desencadeou problemas cardíacos.

Nos meses seguintes foi sucessivamente hospitalizado por causas diversas, como pneumonia, complicações cardíacas. De novo hospitalizado, na véspera de Natal, foi colocado "em coma induzido", segundo informou no Ano Novo a filha (a única dos quatro filhos de três mulheres). Zulemita aos 21 anos passou a exercer as funções de primeira-dama, após o divórcio dos pais em 1991.

Internacionalização : convida Rolling Stones, manda tropas para Guerra do Gofo e da Bósnia

Foi na capital, na Casa Rosada, longe da montanhosa La Rioja, que Carlos Menem entrou para a imprensa internacional como o playboy amigo dos Rolling Stones que convidava a banda inglesa para festas em Buenos Aires.

Tornaram-se parte da sua internacionalização mediática quer a política económica neoliberal — que pôs fim à a inflação de 5.000% anual e deu estabilidade ao peso indexando-o ao dólar —, quer o envio de tropas para as guerras do Gofo e da Bósnia.

A fama efémera foi uma constante na sua longa vida. Tudo entremeado, por um lado pelos (alegados?) crimes financeiros da sua presidência, que o levaram à cadeia. Por outro lado pelos escândalos da sua vida pessoal.

Entre 2001 e 2011 a imprensa internacional acompanhava-o pelo glamour da segunda esposa, a Miss Chile e Miss Universo de 1987 e mais nova 35 anos. A cobertura mediática na Argentina e Estados Unidos tornou-se constante.

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