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Morte de vacinado de 6 anos: "Coração traiu-o" é título de 1ª página apressado 31 Janeiro 2022

Este domingo, o jornal CM está nas bancas em Portugal com a conclusão expressa no título "Coração trai menino vacinado" sobre a morte de Ricardo de seis anos no dia 16 último. Mas as autoridades já tinham apelado à calma e informado que os exames que esclarecerão tudo só estarão concluídos em 15 de fevereiro, pelo menos.

Morte de vacinado de 6 anos:

Sábado nas suas edições CMTV e CM online, este órgão de imprensa lusa tinha já provocado o alarme com a "informação" — afinal requentada e como tal desatualizada, pois que se aguardam os resultados prometidos para 15 de fevereiro, pelas autoridades competentes.

Há duas semanas, após as primeiras informações nos noticiários a referirem que a vítima mortal tinha dias antes testado positivo à Covid-19 – SARS-CoV-2 — e que o hospital tinha aberto um inquérito interno, as autoridades competentes — direção do Santa Maria, Ordem dos Médicos — apelavam "à calma que uma situação destas exige” e reforçavam ser importante “aguardar pelas conclusões da equipa forense, nomeadamente pelos resultados da autópsia médico-legal” e resultados toxicológicos.

Reação adversa à vacina?

A entidade reguladora do medicamento em Portugal, Infarmed, confirmou no dia seguinte ao óbito ter sido notificada sobre uma suspeita de reação adversa à vacina, por parte da criança vacinada na semana anterior.

A reguladora informou estar a tratar os elementos fornecidos "por parte do notificador para análise e avaliação da imputação de causalidade, uma vez que, não sendo aparente a relação temporal, o único determinante na avaliação da causalidade, é necessário proceder à recolha de toda a informação clínica".

Três mortes confirmadas de crianças desde agosto de 2000. A primeira morte causada por Covid-19 no grupo dos zero aos dez anos, em Portugal, foi confirmada em 19 de agosto de 2020. A vítima: uma bebé de quatro meses.

A segunda morte infantil por Covid ocorreu meses depois, em 02 de fevereiro de 2021. A DGS informou sobre o óbito de uma criança de sete meses, "com múltiplas complicações congénitas".

A terceira vítima morreu em 05 de agosto último. Chamava-se Edgar e tinha "menos de cinco anos".

Um mês para saber

A direção do Instituto de Medicina Legal confirmou no dia 18, que "a autópsia está concluída, mas são necessários exames complementares".

"Não depende de nós, as análises têm de ser processadas", disse a porta-voz do IML que avançou que "num mês teremos os resultados de certeza absoluta".

Vai, pois, demorar um mês para saber a causa da morte deste menino de seis anos, aluno numa escola básica de Lisboa (foto) que freqentou até sexta-feira 14, o mesmo dia em que foi internado.

"O Rodrigo já andava pálido e com olheiras, passou a semana mal". Na sexta-feira, "conseguiu fazer um exercício e saiu da aula pelo próprio pé. Abracei-o e antes de sair, voltou para trás para me devolver o abraço", contou a professora ao Correio da Manhã , o jornal que este domingo está nas bancas com a mesma informação que foi objeto de aviso das autoridades ao pedirem calma.

Fontes: Websites institucionais/JN.pt/... Relacionado: Covid em Portugal: Morte de criança com teste positivo dias após vacina, 19.jan.022.

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