REGISTOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Morte por overdose medicamentosa de filho de médica que "amava demais, cuidava de mais" 18 Julho 2018

A criança de três anos morreu no dia 3 e a mãe Juliana de Pina Araújo, de 34 anos, foi no dia seguinte acusada de homicídio qualificado. Ou seja, o crime foi cruel e sobre vítima indefesa, com a agravante de ser menor, com idade inferior a 14 anos.
A acusada da morte do filho é médica pediatra no sistema de saúde do distrito federal, Brasília.

Morte por overdose medicamentosa de filho de médica que

Segundo relatos na imprensa da capital brasileira, ao perceber que o filho não respondia, a mãe tentou o suicídio com cortes de bisturi no pescoço e pulsos.

A acusada da morte do filho é médica pediatra no sistema de saúde do distrito federal, Brasília. A polícia, segundo a ‘g1.globo.com’, descartou “causa acidental” e investigou o caso como “homicídio voluntário”.

A médica pediatra tem um quadro comprovado de depressão e, segundo o ex-marido, teria sido esse o motivo da separação do casal, relata a ‘g1.globo.com’.

A polícia disse ter encontrado ao lado da criança, morta sobre a cama, um biberão com leite. Havia também envelopes com antidepressivos e outros remédios de uso controlado no lixo da casa de Juliana, como Ritalina, que é um psicoestimulante usado para aumentar a concentração.

Mistério

Os vizinhos e colegas de trabalho não entendem. "Ele era brincalhão, alegre, esperto. A mãe era tranquila. Ela e a ‘vó faziam tudo pelo menino, amavam demais, cuidavam demais. Não tem como entender o que aconteceu", contou à imprensa uma vizinha.

Muito próxima da avó da criança, a mesma fonte relatou que, cerca de duas semanas antes, notaram os sinais de depressão: "Ela já não descia mais, só para trabalhar. A mãe dela veio de Goiânia para ajudar a cuidar da criança e nem queria viajar para não deixar a filha sozinha, porque estava doente".

A ciência procura desvendar o mistério do filicídio

A morte do filho pelo pai ou pela mãe – mistério que intriga a humanidade desde a aurora dos tempos – tem sido abordado pela ciência e hoje temos estatísticas, vindas sobretudo dos Estados Unidos (exemplar nestes casos, sobretudo por ser uma sociedade compósita, um imenso caldeirão de raças) onde por ano morrem 450 crianças, segundo o FBI, vitimadas pelo próprios progenitores.

Os estudos de psicologia aliados à sociometria e estatísticas têm, desde os anos sessenta, vindo a fazer um pouco mais de luz sobre este lado obscuro do comportamento humano.

Estudos mais recentes determinaram que 52 por cento dos casos de filicídio são cometidos pela mãe. Em 61 por cento dos casos, a vítima tem menos de cinco casos. Esta informação exige alguma reanálise, já que a mãe é, na grande maioria dos casos, a cuidadora.

As crianças do sexo masculino são mais vezes vítimas. Em 52% dos casos de morte de criança do sexo masculino com menos de oito anos, é a mãe a autora. Em 57% dos casos de morte de filhos com mais de oito anos, é o pai o autor do crime.

Os três motivos do filicídio, segundo a ciência

Um, o altruista, em que existe uma perceção de que o mundo é cruel e / ou de que a criança não está preparada para enfrentar os desafios da vida futura. Este tipo de filicídio costuma ser mais vezes acompanhado de suicídio.

Outro, por maus-tratos, em geral sem intenção de matar, e que podem acontecer num contexto mais amplo de violência doméstica.

Outro ainda, em que o filicida vê na criança um objeto que usa para exercer vingança contra o cônjuge. Este tipo é também chamado ‘complexo de Medeia’ (da mitologia grega, a mãe que matou os filhos para se vingar do pai que a abandonou).

Fontes da notícia: Correio Brasiliense/Correio de Brasília/Globo-g1.br. Foto: A camisola da seleção brasileira na janela da casa de banho, no quarto andar onde moravam a mãe e o filho.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project