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Mosteiros e novo troço de estrada: Câmara desafia ter ambição maior e pede ao governo para desbloquear 50 mil contos retidos pelo Tesouro 31 Janeiro 2021

Num reto lançado ao chefe do governo, a Câmara Municipal dos Mosteiros fez saber, através do vereador Jaime Monteiro presente no ato da inauguração do novo troço de estrada na localidade de Relva, que a sua ambição é maior do que o acesso à Praia-Caís, ao mesmo tempo que pede o bom senso do Governo de Ulisses Correia e Silva para mandar desbloquear os mais 50 mil contos de fundos e programas destinados ao concelho dos Mosteiros, retidos pelo Tesouro.

Mosteiros e novo troço de estrada: Câmara desafia ter ambição maior e pede ao governo para desbloquear 50 mil contos retidos pelo Tesouro

«Mas, a nossa ambição é maior do que o acesso a Praia-Cais. Constitui reivindicação antiga dos mosteirenses a conclusão do acesso à Baía de Corvo considerada uma das mais seguras da Ilha do Fogo, cujo traçado foi feito há vários anos. Consta do EROT e do Plano Diretor Municipal, assim como do Programa de Legislatura do atual governo a construção de um porto de recreio na referida localidade e a conclusão da via de acesso para facilitar aos pescadores do litoral Norte do Município fazerem-se ao mar nos meses em que o mar é revolto em condições de segurança e maior conforto. A nível da agricultura, no âmbito das nossas políticas de modernização do setor agropecuário, propomos alargar as áreas irrigadas no município, através da mobilização de mais água para a agricultura e uma aposta forte na horticultura, assim como na formação dos agricultores em técnicas agrícolas sustentáveis e diversificadas e o equipamento dos furos com energias renováveis», precisou.

O presidente substituto da Câmara dos Mosteiros fundamenta que o futuro da agricultura no concelho está nas mãos dos jovens, defendendo que «é imperativo que haja incentivos direcionados a apoiar os jovens agricultores».

Mas os avisos do executivo das terras de café e talaia baxu não ficam por aí. Jaime Monteiro apelou ao Primeiro-ministro no sentido de mandar desbloquear os fundos de vários programas para Mosteiros, estimados à volta de 50 mil contos, retidos pelo Tesouro. «Gostaríamos antes de terminar Excias, lançar um apelo ao Governo da República na pessoa do Senhor Primeiro -ministro no sentido de usar o bom senso no sentido do desbloqueio dos fundos atrasados e destinados aos programas do PRRA. Estamos a falar da Habitação e Acessibilidades, do Fundo de Turismo para a conclusão da obra de requalificação marítima de Beco, da restituição do IVA, da reposição das evacuações, da intervenção municipal no combate ao covid-19 e do projeto de inclusão social, montantes esse que tem dificultado a Câmara continuar a materializar os projetos em prol do desenvolvimento do nosso Concelho», precisou.

Jaime Monteiro realçou ainda que, Não obstante os ganhos de desenvolvimento social e económico alcançados nos últimos tempos, o Município se defronta com vários problemas e desafios. Destacou, de entre outros, o desemprego jovem, um elevado défice habitacional, sobretudo entre os segmentos mais desfavorecidos do município, assim como «a necessidade de determinadas infraestruturas sociais, capazes de catapultar o desenvolvimento da economia local e, por arrastamento, a melhoria da qualidade de vida das pessoas».

Políticas públicas para suprir dificuldades

Neste contexto, defendeu que é fundamental engendrar políticas públicas que visam suprir as fragilidades económicas e sanitárias, criando sobretudo rendimentos às classes mais desfavorecidas. «Só por via do acesso a rendimentos é que podemos garantir felicidade plena às pessoas. Assim, propomos, no âmbito deste projeto, intervir em setores e domínios sociais fundamentais para criarmos emprego e garantirmos o acesso a rendimentos por parte dessas classes. No setor das pescas, propomos o desenvolvimento da fileira da pesca, através da conclusão das obras de reconstrução da casa dos pescadores, formação dos pescadores e das peixeiras e demais operadores de pesca, bem como a instalação de uma unidade de frio para a conserva do pescado».

Jaime Monteiro garantiu que a intervenção da Câmara Muncipal no setor das pescas tende a melhorar, concomitantemente, as condições de trabalho das peixeiras, através da sua formação/capacitação não só em técnicas de manuseamento e conserva de pescado, mas também em empreendedorismo e gestão de pequenos negócios. «Pretende-se ainda trabalhar na aquisição de malas térmicas para a venda ambulante do pescado e a disponibilização de uma unidade de frio para a sua conserva», referiu o vereador do executivo camarário chefiado por Fábio Vieira.

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