POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Movimentos cívicos entregam pedido de suspensão de mandato do presidente da câmara de São Vicente ao Ministério Público 01 Novembro 2022

Três movimentos cívicos pediram a suspensão de mandato do presidente da Câmara de São Vicente ao Ministério da Coesão Territorial e ao Ministério Público por alegado “atropelo à lei e utilização de bens municipais para vencer eleições”.

Movimentos cívicos entregam pedido de suspensão de mandato do presidente da câmara de São Vicente ao Ministério Público

Esta Informação foi avançada, em conferência de imprensa, hoje, no Mindelo, por Maurino Delgado, em representação ao Movimento Para o Desenvolvimento de São Vicente (MDSV), ao Movimento a Favor do Sossego e ao Movimento Sokols.

Segundo Maurino Delgado, o documento de 22 páginas, nove das quais dedicadas ao requerimento e 13 com documentos que diz suportar as denúncias de atropelo à lei, foi entregue a 20 de Setembro último, e escuda-se na lei n.º 134/IV/1995 de 03 de julho, que estabelece o Estatuto dos Municípios.

Nesse documento, explicou, tentam provar “com imparcialidade e honestidade intelectual” que, no exercício do cargo de presidente da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV), Augusto Neves “violou a lei, de forma abusiva e sistemática, protegeu interesses privados em prejuízo do interesse colectivo, faltou-lhe bom senso e a necessária ponderação para desempenhar as funções”.

Conforme a mesma fonte, o presidente da câmara de São Vicente, Augusto Neves, “é um autocrata assumido, que conseguiu capturar o poder, não respeita a lei, não acata a autoridade, nem da câmara municipal, nem da Assembleia Municipal, não escuta e não tem em devida conta a opinião dos munícipes”.

Além disso, acrescentou, o autarca “utiliza, aos olhos de toda a gente, bens municipais para ganhar as eleições distribuindo terrenos e empregos” e é o “elemento desestabilizador” da CMSV.

“A prova mais recente do que estamos a afirmar aconteceu em Alto São Nicolau, no passado mês de Setembro, numa decisão pessoal e unilateral de vender uma rua em escadaria. Também há bem poucos dias fechou a Rua Cristiano de Sena Barcelos no sentido Rua 5 de Julho Avenida Marginal sem ouvir os moradores”, exemplificou.

Para Maurino Delgado “está mais do que provado que ele faz o que bem entende porque sente-se a coberto de total impunidade, visto que quem de direito não se impõe e não faz a autoridade”.

Por isso, sustentou que decidiram submeter o pedido de suspensão de mandato “em defesa da consciência cívica, do desenvolvimento do município de São Vicente, do País, da democracia e do estado de direito democrático”. A Semana com Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project