POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Polémcia: MpD classifica de “má-fé e motivações politicas” todo “alarido” criado à volta do preço dos testes PCR 11 Setembro 2020

O Movimento para a Democracia (MpD – poder) considerou hoje que só a “má-fé” e “motivações políticas inconfessáveis” podem justificar todo “alarido” criado à volta do preço dos testes PCR, estipulado pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS).

Polémcia: MpD classifica de “má-fé e motivações politicas” todo “alarido” criado à volta do preço dos testes PCR

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, a secretária-geral do partido que sustenta o Governo, Filomena Delgado, advertiu que o sentido de responsabilidade recomenda que não se manipule um assunto tão grave como a pandemia da covid-19 para alimentar o populismo e a demagogia.

De acordo com a dirigente do MpD citada pela Inforpress, no estado em que o mundo se encontra, devido à essa pandemia, a generalidade dos países adoptou medidas de interdição e de fortes restrições nas viagens.

A título de exemplo, apontou o caso de Portugal, “que está vinculado às regras da União Europeia”, que abriu um corredor que permite viagens para Cabo Verde e deste para Portugal.

“São viagens consideradas essenciais, não nas condições e nos termos que existia antes da pandemia, sendo que uma das condições é a efetivação de testes PCR com resultados negativos”, esclareceu.

Filomena Delgado acrescentou que nas condições de restrições que existem cada bilhete de passagem custa em média 122 mil escudos, “nove vezes superior ao salário mínimo nacional” e um visto passa a custar 8.821 escudos, “correspondente a 67 por cento do salário mínimo”.

No entanto esclareceu, que conforme a deliberação da ERIS, o teste PCR, baseado no protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi fixado em 14 mil escudos, correspondente ao preço de custo.

“O preço do teste é determinado com base nos custos com reagentes e outros consumíveis e a importação dos custos laboratoriais e profissionais de saúde para a realização dos testes”, precisou Filomena Delgado.

Por isso, a secretária-geral do MpD questionou se é legítimo o Estado subsidiar testes ou se os impostos que os cabo-verdianos devem para financiar as viagens internacionais.

“Se uma média de 200 pessoas viajar por dia o custo em testes corresponderia a mais de 84 mil contos por mês. Deve o Estado pagar esse valor de financiamento em testes para viagens, quando este mesmo dinheiro faz falta para investir na saúde, educação e protecção?” questionou Filomena Delgado.

A ERIS fixou o preço máximo de 14 mil escudos para realização de teste PCR, para quem pretende fazer viagens internacionais, segundo uma publicação desta quarta-feira, 09, no Boletim Oficial.

De acordo com o documento, a realização dos testes Reverse Transcription-Polymerase Chain Reaction (RT-PCR) vai passar a custar 14 mil escudos, preço que está sujeito a actualização periódica pela ERIS, em função da evolução dos custos dos factores de produção, conclui a Inforpress.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project