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MpD desmente que Governo tenha proposto Gualberto do Rosário e Augusto Neves para o cargo de embaixadores 24 Outubro 2022

O Movimento para a Democracia desmentiu hoje que o Governo tenha proposto os nomes de Gualberto do Rosário e Augusto Neves (ver fotos) para o cargo de embaixadores e que, por conseguinte, não tenha havido qualquer veto do Presidente da República.

MpD desmente que Governo tenha proposto Gualberto do Rosário e Augusto Neves para o cargo de embaixadores

Em conferência de imprensa, a secretária-geral adjunta do MpD manifestou a sua estupefação com a reacção do PAICV “em reação a um artigo publicado pelo Jornal A Nação, na edição do dia 20 do corrente mês”, pois, alegou Vanuza Barbosa, “não houve qualquer proposta do Governo submetida ao Senhor Presidente da República para aprovação e publicação do decreto-presidencial que tivesse sido vetada”.

“Só um partido com notórias dificuldades em se afirmar e apresentar ideias e projectos para Cabo Verde pode ter a irresponsabilidade de pedir ao porta-voz para a política externa que se pronuncie desavisadamente, sem o mínimo de rigor, à boleia de um artigo especulativo de um jornal”, considerou.

Esta dirigente fez questão de sublinhar que “a reputação do país, construída com esforço e dedicação de todos, exige respeito e responsabilidade, mormente daqueles que já governaram Cabo Verde”.

“Estranha-nos que um partido como o PAICV, que já foi governo, durante 30 anos, em Cabo Verde, e com ambições governativas, se dê a uma inusitada acção política de ataque ao partido no poder, com base numa notícia veiculada por um jornal, periódico que nem sequer se dá ao trabalho de citar uma única fonte minimamente credível”, observou.

O Movimento para a Democracia (MpD) através da sua porta-voz, desafia o maior partido da oposição a contestar se os últimos sete embaixadores de Cabo Verde nomeados pelo Presidente da República, sob proposta dos governos, de Janeiro de 2021 a esta data, são todos da carreira diplomática, designadamente, Guiné-Bissau, Cuba, Nigéria, Nações Unidas, França, Senegal e Luxemburgo.

A mesma disse ainda ser “consabido as razões que levam o PAICV a concentrar os seus mais agressivos ataques ao sector da política externa, sempre que está na oposição, sabendo da sua importância”.

Vanuza Barbosa acusou, entretanto, o PAICV de não avaliar o desempenho dos embaixadores, mediante as suas acções diplomáticas e os resultados obtidos para Cabo Verde, mas que “centra-se, tão simplesmente, na circunstância de não pertencerem à carreira diplomática”.

“Um partido político que, no governo, nomeou dezenas de Embaixadores com recurso a personalidades fora da carreira diplomática, veste agora, solenemente, o facto de arauto da carreira diplomática, sem qualquer pudor, num palco improvisado para tentar ganhar audiência, num acto falhado, carecendo de um mínimo de rigor e objectividade, portanto, sem o mínimo de credibilidade”, referiu.

Por tudo isto, Vanuza Barbosa considerou como sendo “fake news”as informações que apontam propostas do Governo para o antigo primeiro-ministro e presidente da Câmara de Turismo, Gualberto do Rosário, e, do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, de entre outros nomes para embaixadores políticos, e que foram vetados pelo Chefe de Estado, José Maria Neves. A Semana com Inforpress

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