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MpD desvaloriza declarações do PAICV e afirma que “Casa para Todos» foi um projecto “mal desenhado e mal concebido” 07 Fevereiro 2019

O secretário-geral do MpD afirmou, esta quarta-feira, que o PAICV deveria estar calado porque “Casa para Todos foi um projecto mal desenhado, mal concebido e mal dimensionado e que o actual Governo está a resolver os problemas por eles deixados. Em reação às declarações da líder da oposição (ver esta edição), Miguel Monteiro frisou que o PAICV entregou prontas ao actual Governo menos de três mil fogos, realçando que, das casas construídas, uma boa parte delas não tinha sistema de esgoto e tinha várias anomalias que não permitiam na altura que as casas fossem distribuídas.

MpD desvaloriza declarações do PAICV e afirma que “Casa para Todos» foi um projecto “mal desenhado e mal concebido”

O secretario-geral do MpD fez estas afirmações hoje à imprensa, em reacção às declarações da presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, que esta quarta-feira efectuou uma visita aos complexos da Casa para Todos na Cidade da Praia.

Segundo lembra a Inforpress, durante a visita, a líder do maior partido da oposição considerou “como grave” o facto de todas as casas estarem concluídas e estarem de portas fechadas quando existem famílias a viver sem condições de habitabilidade.

“2009 foi o ano que o PAICV constituiu como o ano da habitação em Cabo Verde. Vejam aonde 2009 estava e PAICV esteve a governar até 2016, o PIACV estipulou o deficit habitacional em cerca de 40 mil casas”, lembrou Miguel Monteiro, acrescentando que no início do programa, o PAICV estipulou construir cerca de oito mil fogos e que ainda durante o processo de concessão desceu esse número para seis mil casas, mas que durante o processo de construção passou para quatro mil o número de casas a serem construídas.

Entretanto, frisou que o PAICV entregou prontas ao actual Governo menos de três mil fogos, realçando que, das casas construídas, uma boa parte delas não tinha sistema de esgoto e tinha várias anomalias que não permitiam na altura que as casas fossem distribuídas.

“O projecto não decorreu durante o prazo que eles tinham definido, o projecto parou por mais de um ano, foram feitos pagamentos de compensações aos construtores, resumindo e concluído foi um projecto mal desenhado, mal concebido, mal dimensionado, com dívidas avultadas para todos os cabo-verdianos”, afirmou, segundo ainda a Inforpress, ajuntando que o PAICV deixou um montante de dívida de cerca de 200 mil contos.

Para Miguel Monteiro, há um facto importante, que o PAICV esquece neste momento, de que “há um novo Governo”, ressaltando que no actual Executivo “não atribui casas às pessoas chamando-as ao gabinete da ministra, que há critérios e que não é uma selecção de camaradas, mas sim uma selecção que leva em conta os interesses dos cabo-verdianos e do país”.

O secretário-geral do MpD questionou, por outro lado, que se efectivamente já se esperou até agora para se concluir as obras que estavam incompletas para se ter os apartamentos em condições para serem distribuídos, naturalmente que, sustentou, se pode esperar mais algum tempo para o arranque do processo de distribuição.

“Não me estranho porque a presidente do PAICV faz afirmações de vários âmbitos, são mais umas mal afirmações prestadas por quem está de má fé. O PAICV deveria estar calado, porque estamos a resolver os problemas que eles deixaram”, asseverou, prossegue a Inforpress, apontando, no entanto, que a entrega dos apartamentos já se está a fazer com a distribuição de apartamentos às famílias afectadas pelo recente incêndio na Boa Vista.

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