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MpD diz-se atento e comprometido no combate político pela defesa e democracia e do Estado de direito 13 Janeiro 2023

O líder parlamentar do MpD (poder), Paulo Veiga, disse hoje que o partido está atento e “totalmente comprometido” no combate político pela defesa da democracia e o estado de direito atentando contra todos aqueles que o queiram enfraquecer.

MpD diz-se atento e comprometido no combate político pela defesa e democracia e do Estado de direito

Paulo Veiga, discursava na sessão solene na Assembleia Nacional, comemorativa do Dia da Liberdade e da Democracia, 13 de Janeiro, lembrou que acontecimentos recentes que envolvem um titular de cargo político institucional têm preocupado e alertado a democracia cabo-verdiana e aos democratas.

“Acontecimentos recentes dão nos conta de um titular de alto cargo político, eleito no quadro institucional instaurado pelo 13 de Janeiro, em actos públicos oficiais e nas redes sociais, fazendo regresso ao passado e apologia das milícias e dos tribunais populares do regime único como solução para problemas de segurança urbana”, afirmou.

O presidente do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) recordou, a este propósito, que a Constituição da República, desde o seu artigo 1º, não permite milícias e nem tribunais populares.

“Aliás, em nenhum país democrático se admite tais milícias e tribunais, eles só existem em alguns países sob regimes ditatoriais e totalitários, párias na comunidade internacional”, salientou Paulo Veiga.

Por isso, alertou, ver um dirigente partidário a fazer apologia a milícias e tribunais como solução para os problemas de segurança, é de molde preocupante.

“Mais grave e preocupante é o silêncio cúmplice com tão comprometedores e repetidas afirmações de partidos e entidades que têm participado nos pleitos eleitorais”, completou.

Segundo o dirigente do MpD, antes do 13 de Janeiro de 1991, a liberdade e a democracia eram os grandes anseios dos cabo-verdianos que deparavam com um sistema de poder de partido único.

“Infelizmente, o indissociável elo entre a conquista da soberania e o ideal da liberdade e da democracia não se materializou, pois, os líderes optaram pela construção de um sistema de poder com base no modelo totalitário”, realçou, acrescentado que o mesmo impediu a participação dos cabo-verdianos no desenvolvimento e na vida política do país.

Paulo Veiga diz-se congratular-se com os resultados da democracia e apelou aos cabo-verdianos a acreditarem e confiarem que esta data conduzirá ao desenvolvimento e progresso, que no seu entender, tem feito durante estes 32 anos de liberdade e democracia. A Semana com Inforpress

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