ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

MpD e PAICV divergem quanto ao plano de vacinação contra a covid-19 10 Fevereiro 2021

O MpD (poder) anunciou hoje que o Governo já dispõe do plano de vacinação contra a covid-19 e que criou “todas as condições” para receber as vacinas, mas o PAICV (oposição) manifestou dúvidas quanto a existência desse plano.

MpD e PAICV divergem quanto ao plano de vacinação contra a covid-19

Conforme um despacho da Inforpress, durante a primeira sessão plenária de Fevereiro, em que estão a ser debatidos os ganhos e desafios no sector da saúde em tempos da pandemia da covid-19, a deputada do Movimento para a Democracia (MpD), Celeste Fonseca, disse que a oposição já sabe que existe um plano de vacinação e quem serão os primeiros beneficiários.

Segundo a deputada, o Governo tem priorizado o sector da saúde e decidiu trazer esta temática a debate para partilhar com os cabo-verdianas os ganhos e os desafios, ao contrario da oposição que em plena pandemia “mantém-se indiferente” e só agora se lembrou da covid-19, depois de ver a proposta introduzida pela bancada parlamentar do MpD.

Para a deputada, esta postura não deixa dúvidas que para o PAICV a saúde “não está em primeiro lugar e muito menos esta preocupado com a chegada da vacina”.

“O PAICV tem estado mudo e calado e com a introdução desde debate lembrou-se de ir a comunicação social para perguntar por vacinas quando já sabe que as vacinas estão para chegar brevemente, que o Governo já elaborou um plano de vacinação e criou todas as condições para receber as vacinas”, mencionou.

“A oposição tem estado a vaticinar desgraças, a criar caos e queria ver doentes de covid1-9 a porta dos hospitais sem receber a devida assistência, sem acesso a testes, queriam mais mortes e não acreditaram nos enfermeiros e médicos de saúde”, acusou Celeste Fonseca.

Considerou que a intervenção do Governo foi fundamental para promoveu o desenvolvimento social, encontrar melhores respostas para as necessidades das populações numa perspectiva de equidade e igualdade e reforçar o exercício da cidadania e do acesso a promoção da saúde.

Por seu turno, o líder da bancada parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Rui Semedo, afirmou que neste momento o desafio do País passa por adquirir as vacinas e acompanhar a evolução das novas variantes do vírus.

“Noutros países há planos e programas apresentados e discutidos com a sociedade, mas aqui em Cabo Verde não se conhece nada, há não ser os anúncios vagos e muitas das vezes contraditório”, apontou Semedo, que defendeu que é necessário partilhar informações sobre este plano, quando e onde serão adquiridas as vacinas.

No seu entender, os cabo-verdianos devem saber qual é o tipo de vacinas, se será adquirido sozinho ou através de parcerias, qual a logística montada para a sua distribuição e aplicação, quando serão ministradas as primeiras doses e quais serão as prioridades estabelecidas.

“A corrida para o acesso a vacina é grande e a fila de espera vai se engrossando empurrando alguns países para os anos de 2023 e 2024, e, enquanto isso, países nossos concorrentes, como as Maurícias por exemplo, já imunizou mais de 70% das suas gentes colocando-se em boa posição para a retoma do turismo”, referiu a mesma fonte.

Por outro lado, reconheceu o esforço no combate a pandemia da covid-19, mas sublinhou que existem falhas que poderiam ser evitadas como aplicação intensiva de testes, utilização mais cedo das mascaras, mais apoio as pessoas mais vulneráveis.

“Sabe-se que hoje os testes realizados são insuficientes, pois tem priorizando os testes para deslocações internas e externas do que para o controlo da situação de infecção, presentemente não são feitos testes para os membros das famílias ou entre próximos que tiveram contacto com um infectado ou ate mesmo com um doente assintomático e não se sabe se é por falta de reagentes ou por outro problema que não é partilhado com a sociedade”, apontou.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, chamou atenção do Governo para o facto de a ilha de São Vicente, círculo eleitoral para qual foi eleito, ilha continuar ainda a ter “graves problemas” a nível da saúde.

“As outras ilhas precisam ter também equipamentos de diagnósticos suficientes para dar garantias de saúde a população, isso requer investimentos e acima de tudo maior capacitação dos nossos médicos em termos de especialidade para puderem ajudar a população”, apontou o deputado, que se mostrou “satisfeito” com a inauguração do centro de diálise na ilha de São Vicente, conclui a Inforpress.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project