POLÍTICA

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MpD vai a eleições neste domingo: Bronca no Porto Novo com desistência de Damião Medina por suposta falta de apoio e acusação à Câmara 02 Abril 2022

O MpD vai a eleições internas, neste domingo, para a renovação das comissões políticas e assembleias concelhias em 16 municípios e as comissões políticas e assembleias nas comunidades emigradas, em oito países na diáspora. Mais polémico está a ser o processo eleitoral da Comissão Politica Concelhia (CPC) do Porto Novo de Santo Antão, em que a Direção de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) do partido não aceitou o pedido do presidente cessante para suspender o referido sufrágio, alegando intromissão no processo pela equipa camarária chefiada por Aníbal Fonseca.

MpD vai a eleições neste domingo: Bronca no Porto Novo com desistência de Damião Medina por suposta falta de apoio e acusação à Câmara

Conforme responsáveis do mesmo partido no concelho, Damião Medina acabou por desistir de participar na corrida por suposta falta de aopio. «Não conseguiu recolher assinaturas suficientes para subscrever a sua recandidatura ao cargo de presidente da CPC. Por isso, desistiu de concorrer à liderança local», admitiu uma fonte deste jornal, para quem o cargo é agora disputado por uma única concorrente: Carlita Santos, deputada municipal, membro da CPC cessante e professora de liceu.

A fazer fé na fonte deste jornal, a recandidatura de Damião Medina ao mesmo posto encontrou alguma resistência junto das bases. Em causa está sobretudo o fato de o mesmo, que é também deputado da Nação, ter sido condenado pelo tribunal local a trabalho comunitário por ter cometido um crime de violência baseada no género (VBG) contra a sua própria mulher. Um caso que, segundo responsáveis locais, tem desgastado a imagem do MpD, principalmente no Porto Novo e em Santo Antão em particular.

Numa espécie de luta no estilo de tudo contra todos, dirigentes locais adiantam que Damião Medina não desarma. Em novos posts a circular volta, conforme as mesmas fontes, a contra-atacar, alertando que a DGAPE entendeu não adiar essa eleição ilegal deste domingo, 03 de abril, no Porto Novo, que considera ser comprometedora do MpD neste município, que se prepara para uma nova aventura que poderá passar pela oposição – falou de divisões internas com três candidaturas que desistiram de concorrer à liderança concelhia por cuasa da interferência da Câmara Municipal no processo.

Entretanto, conforme avançou em conferência de imprensa a secretária-geral, o MpD vai a eleições internas, neste domingo, para a renovação das comissões políticas e assembleias concelhias em 16 municípios e as comissões políticas e assembleias nas comunidades emigradas, em oito países na diáspora.

Filomena Delgado destacou que o MpD aposta na eleição de líderes locais com autonomia política e capacidade de mobilização e na realização de mais ações políticas junto dos militantes e da sociedade cabo-verdiana em geral.

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