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“Muitos medicamentos em Cabo Verde são prescritos e distribuídos de forma inadequada” 08 Novembro 2021

O director do Gabinete para Assuntos Farmacêuticos disse esta segunda-feira, 08, na Cidade da Praia, que muitos medicamentos em Cabo Verde são prescritos e distribuídos de forma inadequada, contribuindo para o agravamento da morbidade e da mortalidade no País.

“Muitos medicamentos em Cabo Verde são prescritos e distribuídos de forma inadequada”

Conforme a Inforpress, Bruno Santos fez esta declaraçõe na sua intervenção na abertura da ação de capacitação sobre a gestão de estoque de medicamentos e produtos de saúde, bem como em matéria da farmacovigilância de medicamentos ARV, TB e TB-MR, destinada a médicos, técnicos de farmácia e farmacêuticos, a decorrer no Hospital Agostinho Neto, a partir desta segunda-feira até sexta-feira, 12.

“Infelizmente, apesar dos progressos registados no domínio da promoção e uso racional do medicamento e na melhoria da acessibilidade aos medicamentos, ainda em Cabo Verde muitos medicamentos são prescritos, distribuídos ou vendidos de forma inadequada”, precisou, citado pela Agência Cabo-verdiana de Notícias.

Segundo Santos, isto faz com que “uma percentagem significativa” da população não tenha acesso aos medicamentos essenciais e que uma “boa percentagem” dos doentes não os tome corretamente.

Ainda segundo este responsável pelos Assuntos Farmacêuticos, cityado pela Inforpres, a persistência destes fatores tem contribuído para agravar a morbilidade e a mortalidade, principalmente devido a doenças crónicas, como diabetes, hipertensão, epilepsia, distúrbios mentais e HIV/SIDA, entre outras.

Observou que todos estes fatores, contribuem, igualmente, para o “desperdício de recursos, prejudicando sobretudo os mais pobres”, além de “contribuir para condições favoráveis” para o aparecimento de bactérias resistentes aos antibióticos, “com repercussões graves”, do ponto de vista epidemiológico.

Conforme o director, o plano de supervisão às farmácias do País, realizado anualmente, dá conta que tem havido “imensas melhorias”, mas também têm identificado aspetos suscetíveis a melhorias e ajustes, para que haja melhoramento do sistema de aprovisionamento e estoque dos medicamentos dos programas de saúde pública, bem como garantir o uso racional do medicamento.

Bruno Santos assegurou que o Ministério de Saúde assume o compromisso, espelhado na política nacional farmacêutica, de melhorar o acesso aos medicamentos essenciais, o que,segundo o mesmo, constitui para uma tarefa complexa, implicando diferentes setores, desde público, privado, ONG e a sociedade civil.

“E depende de diversos fatores, nomeadamente financiamento, regulação, os preços, os sistemas de distribuição e de despensas e uso de medicamentos”, finalizou, de acordo com a nossa fonte.

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