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Mundial: Portugal domou o leão do Atlas com a cabeça de CR7 e as asas de Patrício 20 Junho 2018

Seleção Nacional de Portugal venceu Marrocos por 1-0, com o golo a ser alcançado pelo inevitável Ronaldo à passagem do minuto 4. Um triunfo que Rui Patrício segurou com uma enorme defesa aos 57 minutos.

Mundial: Portugal domou o leão do Atlas com a cabeça de CR7 e as asas de Patrício

Segundo a imprensa, Portugal deu um passo de gigante rumo aos oitavos de final do Mundial da Rússia, após vencer Marrocos com um golo solitário do ’marciano’ Cristiano Ronaldo. Efetivamente o avançado do Real Madrid veio de outro planeta. Pé direito, pé esquerdo e agora de cabeça. Mil e uma formas, mil e um rasgos individuais, mil e um sonetos ’cantados’ pelo maior tenor da orquestra nacional, que mais uma vez desafinou... e muito.

Vários jogadores voltaram, conforme refere NM, a chumbar no segundo teste de Portugal no certame da Rússia. Moscovo acaba por ser uma cidade feliz para Portugal, apenas e somente pelo marcador. Marcador esse que permaneceu 1-0, graças a Rui Patrício. Se frente à Espanha passou entre os pingos da chuva, frente a Marrocos a exibição do antigo guarda-redes do Sporting roçou uma bela ’monstruosidade’.

Começo vertiginioso e o abismo sempre ao virar da esquina

A primeira parte do jogo entre Marrocos e Portugal tornou-se um delicioso bolo em que o aspecto exterior dava vontade imediata de trincar, afinal a vitória parcial agradava e muito à contabilidade do país, mas o interior deste momento bolo era seco e de difícil digestão. Valeu a genialidade de Cristiano Ronaldo, que se tornou o melhor marcador europeu de seleções de sempre, com 85 golos - ultrapassando o húngaro Puskas.

A primeira parte pertenceu toda a Marrocos, que descozeu a defesa portuguesa e forçou Portugal ao meio-campo defensivo. Belhanda, Ziyech, Boussoufa, Boutaib e especialmente Amrabat foram verdadeiros quebra-cabeças para a defensiva lusa. Muitas perdas de bola, muitos passes falhados, linhas muito distantes umas das outras. Ainda assim, as três melhores oportunidades foram portuguesas - o golo de Ronaldo, um remate cruzado do capitão que rasou o poste e um falhanço de Guedes, ao minuto 39.

A segunda parte foi um novo capítulo de sofrimento. Um sofrimento que só acabou cinco minutos depois dos 90. Portugal padeceu dos mesmos problemas da etapa inicial, sendo o meio-campo luso várias vezes suprimido pela velocidade de Belhanda e Amrabat que deixaram a cabeça em água do posto mais recuado da Seleção das Quinas.

Rui Patrício foi chamado a intervir ao minuto 57 e só um ’voo’ de elevada dificuldade impediu o golo certo a Belhanda. A bola ainda sofreu um desvio na cabeça de Ronaldo. A cruel ’traição’ do melhor timoneiro da equipa não surgiu e Portugal saiu deste segundo embate na Rússia vivo, mas a precisar urgentemente de mudar o óleo no centro de máquinas.

Próxima segunda-feira, Portugal defronta o Irão e frente aos pupilos de Carlos Queiroz a receita tem de ser obrigatoriamente outra, conclui NM.

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