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Mundo: Super-tufão "cancela" 150 voos e força ativação de plano de evacuação em Macau 16 Setembro 2018

A aproximação do super-tufão Mangkhut obrigou ao cancelamento de cerca de 150 voos e à ativação do plano de evacuação das zonas baixas de Macau, depois de ter sido emitido o aviso vermelho relativo a inundações.

Mundo: Super-tufão

A lista dos voos cancelados até domingo foi publicada, este sábado, na página da Internet do Aeroporto Internacional de Macau e o aviso vermelho de "storm surge" (maré de tempestade) foi emitido pelas 21 horas (14 horas em Portugal continental).

As autoridades informaram que as inundações representam uma grande ameaça para Macau e podem afetar diretamente pelo menos mais de duas mil pessoas, estando prevista uma subida das águas entre 1,5 e 2,5 metros na zona do Porto Interior, na parte oeste da península.

Pouco antes, em comunicado, o Instituto de Ação Social de Macau deu a conhecer que comunicou a "33 associações sociais para prestarem apoio a cerca de 500 pessoas com necessidades especiais, a fim de garantir a sua deslocação para locais seguros, de acordo com o plano de evacuação em situações de ’storm surge’".

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, deu também nota de que o Centro Hospitalar Conde de São Januário preparou 300 médicos e enfermeiros para a passagem do supertufão.

Alexis Tam indicou ainda que, dependendo do impacto em Macau do Mangkhut, os Serviços de Educação e Juventude admitem a possibilidade de serem suspensas as aulas após a passagem do super-tufão.

O diretor dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Raymond Tam, sublinhou que "eram esperadas inundações entre as 12:00 e o fim da tarde de domingo".

"O super-tufão Mangkhut estará mais próximo de Macau pelas 12:00 de domingo e na altura será içado o sinal 10", o máximo na escala de tempestades tropicais composta pelo sinais 1, 3, 8, 9 e 10, esclareceu.

O responsável acrescentou ainda esperar, tendo em conta as previsões, "inundações mais prolongadas relativamente ao tufão passado", numa referência ao Hato, cuja passagem por Macau, em 23 de agosto de 2017, causou uma subida das águas de 5,85 metros em alguns pontos da cidade. Aquela tempestade deixou 29% da área total da cidade inundada, originando cortes no fornecimento de água e de eletricidade.

Com a ativação do plano de evacuação das zonas baixas de Macau, o Instituto de Ação Social vai abrir os 16 centros de acolhimento e disponibilizar veículos para efetuar o transporte de residentes de quatro pontos de encontro para os abrigos, indicou Ma Io Kun, comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), uma das nove corporações e serviços de segurança que integram a estrutura da proteção civil do território, composta também por 13 serviços públicos e nove organismos privados.

As autoridades sublinharam que as inundações representam uma grande ameaça para Macau, podendo afetar diretamente pelo menos mais de duas mil pessoas. Quando for emitido o aviso vermelho de "storm surge", será ouvido um alerto sonoro de aviso prévio e outro de emergência, em três pontos do território durante três minutos.

Wong Sio Chak, que ordenou esta manhã a mobilização de todo o pessoal, sublinhou que a prioridade "é a segurança de residentes e turistas".

Os responsáveis lembraram ainda que o sinal 8 de tempestade tropical, cuja emissão está prevista para o período da madrugada, entre as 02:00 e as 05:00, implica o encerramento de parques de estacionamento, das pontes entre a península de Macau e a Taipa, dos transportes públicos do território e das ligações marítimas.

Às 18 horas (11 em Portugal), o sinal 3 de tempestade tropical foi emitido, quando o Mangkhut se encontrava a cerca de 670 quilómetros a sudeste de Macau e encaminhava-se para a costa oeste da província de Guangdong, no sul da China.

De acordo com Raymond Tam, o sinal 10 poderá permanecer içado entre as 12 e as 18 horas de domingo, tendo em conta as últimas estimativas. Espera-se que o nível de maré atinja aproximadamente os cinco metros, indicou.

As autoridades sublinharam estarem confiantes na capacidade das companhias de água e de eletricidade para garantirem um fornecimento normal e estável.

Já no final do encontro, o secretário para a Segurança aconselhou os cidadãos a "não confiar em informações que não sejam divulgadas pelo Governo".

Durante a passagem do tufão Hato, considerado o pior em mais de 50 anos, dez pessoas morreram, mais de 240 ficaram feridas e os prejuízos em habitações, veículos, estabelecimentos comerciais, equipamentos e instalações municipais e também o impacto no volume de negócios das empresas, foram avaliados em 1,3 mil milhões de euros. Fonte: JN-PT

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