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Município da Praia: PAICV denuncia venda da Praça da Igreja Apostólica na Fazenda por alegados interesses bem localizados 12 Julho 2019

O líder da bancada do PAICV na Assembleia Municipal da Praia alertou, hoje, em conferencia de imprensa, que foi com espanto e admiração que o seu partido tomou o conhecimento, através da comunicação social, de que a Praça da Igreja Nova Apostólica, situada no Bairro da Fazenda, foi vendida a um privado para ali ser construído um restaurante. Vladimir Silves Ferreira denuncia que a Câmara de Óscar Santos está « perante uma agenda pensada, idealizada e executada em função de determinados interesses supostamente bem localizados» e que em nada beneficiam o bem-estar geral dos munícipes da Capital.

Município da Praia: PAICV denuncia venda da Praça da Igreja Apostólica na Fazenda por alegados interesses bem localizados

«Trata-se de um equipamento público de lazer situado numa zona de intensa urbanização, de grande tráfico automóvel e que é muito frequentado por cidadãos de todas as faixas etárias. A Cidade da Praia carece de mais espaços públicos abertos, para descanso e ocupação do tempo livre das famílias, crianças, jovens e idosos. Mas infelizmente cada vez mais a CMP vem aniquilando esses espaços, transformando-os em espaços de uso privado”, contestou.

O político critica que tem sido assim na forma como se tem ocupado toda a orla marítima da Cidade, na forma como se tem projetado o crescimento dos novos bairros, como Palmarejo e a Cidadela, que apesar de serem bairros novos não contemplam equipamentos de lazer.

«Para agravar a situação, a CMP montou um esquema de autêntica ‘caça aos terrenos’, privatizando e transformando espaços públicos em negócios privados não respeitando passeios, praças ou zonas residenciais e agora chegados ao cúmulo de desrespeito até de espaços religiosos», denunciou, alertando que a edilidade comandada por Óscar Santos esta, portanto, perante uma agenda pensada, idealizada e executada em função de determinados interesses bem localizados e que em nada beneficiam o bem-estar geral dos munícipes desta cidade.

«Face ao avolumar de casos que vèem sendo noticiados gostaríamos de lançar um apelo à sociedade civil organizada, às ordens profissionais (aqui falamos particularmente das ordens dos engenheiros e dos arquitetos), aos pesquisadores, etc., no sentido de se pronunciarem em defesa da Cidade, em defesa do bem comum e do bom senso», conclui Vladmir Silves Ferreira.

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