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Museu de Arqueologia da Praia passará a funcionar no Palácio da Cultura Ildo Lobo por razões de segurança 10 Fevereiro 2022

O Museu de Arqueologia da Praia passará a funcionar no Palácio da Cultura Ildo Lobo, no Platô, por razões de centralidade e segurança, disse, esta terça-feira, o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Jair Fernandes.

Museu de Arqueologia da Praia passará a funcionar no Palácio da Cultura Ildo Lobo por razões de segurança

Segundo ele, o museu onde está situado – nas traseiras do Arquivo Nacional – “não tem as condições físicas e estruturais” necessárias para exposições temáticas que o Museu de Arqueologia está destinado a oferecer ao público, assegurando que essa mudança para o Palácio da Cultura Ildo Lobo será concluída nas próximas semanas.

“Neste momento, estamos a fazer a transladação provisória das exposições do Museu de Arqueologia da Praia para o Palácio da Cultura Ildo Lobo, considerando a centralidade do mesmo, mas também por razões de segurança”, precisou o presidente do IPC, em entrevista à Inforpress para perspectivar o ano de 2022 em termos de projetos culturais.

Neste sentido, lembrou que o ministro Abraão Vicente já tinha anunciado que o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas está a negociar com um privado para a reabilitação de um edifício no centro histórico da Praia, no Platô, que será o futuro Museu de Arqueologia de Cabo Verde, “o que pressupõe que a mudança da instalação será provisória”.

De acordo com Jair Fernandes, o objectivo é ter a exposição no Palácio da Cultura até a criação das condições necessárias para um novo sítio e que melhor represente o espólio que Cabo Verde tem, frisando que, brevemente, será feita a apresentação da nova exposição e da nova centralidade que se quer para o museu, por ser o Museu de Arqueologia um dos sítios “mais procurados” pelos operadores do turismo de cruzeiro.

Ainda sobre os museus, para 2022, o presidente do IPC destacou alguns projetos a serem implementados, como é o caso da revitalização do Museu Norberto Tavares em Santa Catarina e do Museu do Sal.

Quanto ao Museu do Sal, avançou que ideia é transformá-lo num museu nacional, tendo em conta que o “Sal sempre foi entendido como uma ilha porta de entrada de Cabo Verde” e que o museu que hoje existe naquela ilha, “infelizmente, não cumpre cabalmente esta função de dar a conhecer todas as ilhas de Cabo Verde num só espaço”.

Um outro projeto, segundo Jair Fernandes, tem que ver com a transformação do Museu do Mar em São Vicente em Museu da Cidade do Mindelo, voltado um pouco para as práticas culturais de São Vicente, como o Carnaval, as artes plásticas, mandingas, entre outras, mas também para a componente das “grandes figuras do Mindelo.

“É este o conceito do projeto que conta com o financiamento alavancado a partir do Banco Mundial e terá um impacto extremamente importante, se consideramos que também São Vicente pode e deve posicionar-se enquanto outra porta de entrada de Cabo Verde, neste caso, marítimo. A nossa ideia é fazer coincidir os grandes eventos previstos para os próximos anos em São Vicente, com a reinauguração deste conceito de museu”, explicou.

Para a ilha da Boa Vista, prevê-se a criação do Núcleo do Museu de Arqueologia Sub-aquática, acasalando o que é a reabilitação e valorização do Forte Duque de Bragança e o antigo edifício da Alfândega, situado na Praia Diante, em frente ao ilhéu. Este projeto conta com o financiamento garantido, numa parceria com a Direção Nacional do Ambiente e no quadro do projeto europeu para a região da Macaronésia que é o “Mergulhar 2”.

Na Cidade da Praia, conforme Jair Fernandes, há também todo um trabalho que tem sido feito com inventário do acervo do Museu a nível nacional, assim como as exposições temáticas que anualmente têm sido trabalhadas no Museu Etnográfico da Praia.

No Campo de Concentração do Tarrafal, que em 2021, com a reabilitação do edifício, recebeu um “grande número de visitantes (4.215)” nacionais e estrangeiro, o IPC pretende este ano, em conjunto com o Arquivo Nacional de Cabo Verde, implementar o projeto da exposição dos documentos proibidos pelo regime da altura.

Todo esse trabalho, de acordo com aquele responsável, é a continuação do que tem vindo a ser feito, justificando que, por causa da conjuntura pandémica que se vive, o IPC teve que “obstaculizar a implementação do Plano de Educação Patrimonial”, tendo assegurado que o documento será finalizado e este ano irá ser apresentado, em parceria com a Fundação Amílcar Cabral e com a Direção Nacional da Educação.

Outro projeto que terá continuidade é a experiência feita com a Associação Amigos de Safende, com a criação do Museu Comunitário, dando acesso, através da educação não formal e informal e a penetração deste conceito museu nos diferentes bairros, tendo já uma localidade identificada, a de São Francisco.

A Semana com Inforpress

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