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NATO pode pagar um preço “alto” por sair “descoordenadamente” do Afeganistão 18 Novembro 2020

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, alertou esta terça-feira, 17, que o preço de uma "saída descoordenada" dos aliados do Afeganistão pode ser "muito alto", após relatos de que os Estados Unidos querem reduzir o contingente militar naquele país até janeiro.

NATO pode pagar um preço “alto” por sair “descoordenadamente” do Afeganistão

Em comunicado, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) sublinhou que "o preço de se sair demasiado cedo, ou de uma maneira descoordenada, do Afeganistão, pode ser muito alto".

Referindo que a NATO se encontra no Afeganistão "há quase 20 anos" e que "nenhum aliado da NATO quer [lá] ficar mais tempo do que o necessário", Stoltenberg frisa também que a Aliança está perante uma "decisão difícil" que implica a segurança de todos os Aliados.

"O Afeganistão corre o risco de se tornar numa plataforma para os terroristas internacionais planearem e organizarem ataques nos nossos países", sublinhou Stoltenberg.

O secretário-geral da Aliança pede assim que os aliados "cumpram os compromissos".
"Fomos para o Afeganistão juntos e, no momento certo, devemos sair juntos de maneira coordenada e ordenada. Conto com todos os aliados da NATO para cumprirem este compromisso, para a nossa própria segurança", escreveu Stoltenberg.

O comunicado de Stoltenberg surge, segundo o noticias ao minuto, após relatos de que a administração do ainda Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê a redução do contingente militar americano no Afeganistão que conta com cerca de 4.500 militares no terreno para cerca de metade até 15 de janeiro.

O Presidente norte-americano já tinha dado conta de que planeava a retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão "até ao Natal", numa mensagem publicada na rede social Twitter a 07 de outubro.

"Até ao Natal, deveremos ter em casa o número restante de homens e mulheres corajosas que estão a servir no Afeganistão!", tinha escrito Donald Trump no ’tweet’.
A NATO tem atualmente 12.000 militares no Afeganistão a prestarem apoio técnico e logístico às forças de segurança afegãs.

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