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NOSi vence concurso internacional para digitalizar o Tribunal de Contas de Angola 15 Agosto 2022

O Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSi) ganhou um concurso internacional em Angola para a digitalização do Tribunal de Contas, visando a criação de um sistema integral, cujo projecto vai ser iniciado ainda este mês.

NOSi vence concurso internacional para digitalizar o Tribunal de Contas de Angola

Esta informação foi avançada à imprensa este domingo pelo presidente do conselho de administração do NOSi, Carlos Tavares Pina, na sequência da visita de uma delegação do Instituto da Modernização Administrativa de Angola (IMA), chefiada pelo seu director-geral, Meick Afonso, para um intercâmbio técnico com a sua congénere cabo-verdiana.

O NOSI venceu este concurso num universo de vários concorrentes internacionais, explicitou Tavares, asseverando que a proposta cabo-verdiana foi a escolhida por ser a melhor, “um grande desafio e um bom contrato”, neste país que o NOSI pretende abraçar com toda a força e grande empenho para partilhar e acelerar a transformação digital dos dois países.

O NOSi vai estar em Angola, a partir de 26 do corrente, com uma equipa liderada pelo administrador executivo, Lumumba Barbosa, com o propósito de proceder ao arranque deste projecto, assim como uma outra turma para um workshop de sensibilização com os colaboradores, isto é, juízes do Tribunal de Contas.

A administração do NOSi, revelou, esteve em Angola onde participou num fórum sobre a transição digital da administração pública angolana, com resultados concretos em termos do reforço da cooperação, tendo sublinhado que esta visita da comitiva do IMA a Cabo Verde servirá para identificar as grandes prioridades desta cooperação técnica.

“A prioridade será aquilo que o IMA venha a definir, mas o NOSI, penso que está neste momento talhado para cooperar, mas também aprender. Nós estivemos no mês de Junho em Angola, país com uma dinâmica de desmaterialização, liderada pelo IMA, e estiveram lá grandes “players”, caso de Estónia que é um exemplo no mundo”, realçou.

Tavares Pina destacou a cooperação de há longos anos entre os dois países, a vários níveis, mas afiançou que no capítulo do digital há uma grande oportunidade, argumentando que a internacionalização dos serviços constitui um dos propósitos desta equipa de NOSi, que está focada na consolidação da governação digital no País e no relançamento da cooperação internacional.

A visita do IMA a Cabo Verde, particularmente ao NOSi, foi apontada pelo seu director-geral como uma estratégia que se enquadra no processo da reforma que o Governo de Angola tem levado a cabo com grande pendor para a modernização administrativa, visando a melhoria dos serviços públicos. A Semana com Lusa

O IMA, ressaltou Afonso Meick, também se afigura como o resultado deste processo da reforma, pelo que “escolheu alguns países de referência para fazer visitas de estudos e de cooperação”, referindo que “Cabo Verde é uma efectiva referência para Angola, sobretudo pela resiliência e a longa jornada que tem vindo a levar a cabo”.

Da sua visita à sede do NOSi, em Achada Grande, o IMA, de acordo com o seu director-geral, “constatou o grau de aprofundamento deste processo de suporte e da sustentabilidade da economia digital, enquanto uma das grandes potencialidades que o NOSi tem, o caminho feito até ao momento, bem como serviu para o fortalecimento da visão da delegação angolana sobre as áreas com que se pretende esta cooperação”.

“Angola nos últimos 20 anos levou a cabo vários processos. Hoje podemos dizer que estamos numa fase de evolução e maturação de algumas iniciativas do passado. Temos um grande processo de simplificação administrativa, um grande programa do Governo que tem como objectivo fazer um reengenharia do processo e transformar os serviços públicos em mais simples”, referiu.

Acrescentou que o executivo angolano aprovou, recentemente, o roteiro para a transição digital da administração pública, uma matéria sob a alçada do IMA, com o propósito da criação de um pacote de projectos estruturantes e que vai funcionar de uma forma estruturada, mediante uma base de financiamento que permita, nos próximos cinco anos, mensurar de forma eficaz, os avanços que se pretendem neste sentido.

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