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Na Boeing sabiam das falhas nos simuladores do 737-Max 12 Janeiro 2020

Os funcionários até gozavam com esse facto: em email de abril de 2017, um diz que os aviões tinham sido "concebidos por engenheiros palhaços e fiscalizados por macacos", em referência à FAA-Administração Federal de Aviação — que já anunciou que vai multar em 5,4 milhões de dólares a companhia aérea.

Na Boeing sabiam das falhas nos simuladores do 737-Max

A investigação em curso no Congresso relativa aos dois trágicos acidentes em 2018 e 2019, na Indonésia e Etiópia, que provocaram 346 mortos deparou-se com mensagens desse teor, umas a ridicularizar as entidades envolvidas no fabrico e fiscalização dos Boeings 737-Max, outras a revelar o mal-estar profundo de quem sabia.

"Ainda Deus não me perdoou pelo que escondi no ano passado", escreveu um funcionário, em mensagem datada de 2018.

Em 8 de fevereiro de 2008, oito meses antes do acidente na Indonésia, um funcionário admite a um colega que não deixaria a família voar num 737-Max. O outro concorda que também não.

A Boeing disponibilizou ao Congresso dos Estados Unidos essas mensagens de texto em que também os pilotos fazem críticas ao processo de certificação do modelo 737-Max e ao regulador de aviação norte-americano.

"Algumas dessas comunicações dizem respeito ao desenvolvimento e à qualificação dos simuladores Boeing 737-Max, em 2017 e 2018", esclareceu a empresa.

Os pilotos trocam mensagens entre si relativas às falhas nos simuladores do Boeing 737-Max e criticam a política de contenção de custos que cortou as horas de treino. Relembre-se que aparelhos do modelo 737-Max estão envolvidos nos dois trágicos acidentes em 2018 e 2019, na Indonésia e Etiópia, que provocaram 346 mortos.

A Boeing justifica ter divulgado as mensagens — que considerou "inaceitáveis" e não refletindo a empresa — devido ao seu "compromisso com a transparência".

Fontes: AFP/AP. https://www.reuters.com/article/us-boeing-737max-factbox/factbox-in-boeing-internal-messages-employees-distrust-the-737-max-and-mock-regulators-idUSKBN1Z90NP. Foto (Reuters): Boeing 737-Max, na fábrica em Renton, no Estado de Washington sobre o Oceano Pacífico, EUA. LS

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