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Nações Unidas exortam Cabo Verde a reforçar o processo de governação de transição para a Economia Azul 15 Dezembro 2022

A coordenador residente interina do Sistema das Nações Unidos incitou hoje o Governo a reforçar o processo de governação de transição para a Economia Azul e promover “ainda mais” o empreendedorismo através da inovação e do apoio ao investimento.

Nações Unidas exortam Cabo Verde a reforçar o processo de governação de transição para a Economia Azul

Ana Touza, que falava, no Mindelo, na abertura de um encontro de coordenação do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde com o sector da Economia Marítima nacional, sugeriu o apoio, a coordenação e a multiplicação de determinados compromissos dos parceiros internacionais, prometendo um “trabalho de juntar de mãos” para melhorar a Economia Azul, a sua coordenação e governança.

“As Nações Unidas, nesta matéria, consideram-se um parceiro de primeira hora”, concretizou a mesma fonte, daí, continuou, propor apoiar a consolidação dos mecanismos de implementação e de governação previstos na Carta Política da Economia Azul, particularmente a organização do comité de pilotagem, presidido pelo primeiro-ministro, através de plataformas temáticas previstas no quadro de programas em curso de apoio a Cabo Verde no domínio da Economia Azul.

No encontro do Mindelo, no qual participam oito agências das Nações Unidas e altos responsáveis do sistema da Economia Azul e do Ministério do Mar, Ana Touza lembrou que a Economia Azul continua no centro das prioridades nacionais.

A ideia, avançou, é criar “mais crescimento económico e mais emprego”, promovendo o empreendedorismo, em linha com os compromissos nacionais no âmbito dos ODS, a transição energética e o contributo voluntário para o clima.

Por seu lado, o ministro do Mar, Abraão Vicente, deixou claro que percebe que tanto da parte das Nações Unidas como do lado de Cabo Verde o interesse pela Economia Azul “vem de muito anos atrás”, e que a planificação, os instrumentos e as linhas de financiamento a nível internacional existem.

“Por isso o momento é o da coordenação para que o País não invente mais rotas, porque já existem diversos planos estratégicos afincadamente trabalhados com a FAO e o Sistema as Nações Unidas, que dão as pistas para o que precisa ser feito”, notou o ministro que deseja ver a Economia Azul como acelerador para a economia de Cabo Verde.

O governante simplificou que a “intenção maior” do encontro de hoje é a criação de uma coordenação única, no sentido de o Governo e o Ministério do Mar falarem “a uma única voz” com o Sistema das Nações Unidas, independentemente das agências que forneceram os programas sectoriais e específicos.

“Daí, as nossas expectativas para este encontro atravessar toda a planificação do próprio sector do Mar, pois o objectivo é criar escala, de forma inteligente, unindo o território e aproveitando todas as sinergias e os instrumentos colocados à sua disposição através da cooperação internacional”, finalizou Abraão Vicente.

Cabo Verde fez uma escolha nacional de transição para a Economia Azul, através da procura de um melhor desempenho e de sustentabilidade económica marítima, através de todos os sectores afectados pelos serviços prestados no eco-sistema oceânico.

O País adoptou uma estratégia nacional, em 2020, estreitamente ligada à Carta da Economia Azul, ratificada em 2021, e complementado nesse mesmo ano pelo Plano Nacional de Investimento na Economia Azul e por um Programa Nacional da Economia Azul.

A Semana com Inforpress

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