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Resposta ao Maika Lobo «furibundo e inventivo»: Germano Almeida rebate que não foge de Cabo Verde nem para América e avisa que José Maria Neves é o presidente necessário para refrear os desmandos do atual governo 27 Setembro 2021

No artigo que publicamos a seguir, o escritor Germano Almeida (GA), que é mandatário nacional do candidato presidencial José Maria Neves (JMN), responde ao «Maika Lobo», que considera estar neste momento « um crente furibundo e às vezes até inventivo». O Prémio Camões avisa ao Maika, que emigrou para os EUA, que ele (Germano) não foge de Cabo Verde, nem para América e tão pouco do projeto presidencial de JMN. «Não, Maika, eu não fujo. Não fujo de Cabo Verde, nem sequer (ou sobretudo) para a América! Nem vou fugir do projeto que o candidato presidencial JMN está a liderar. Porque, sabes, é um projeto por Cabo Verde, por amor à terra. Lembras-te de quando ainda estávamos juntos e tínhamos ajudado a fundar o MpD? Tempos depois ele viria a ser declarado Refundado e muitos deixaram de se rever nele e saíram. Tu não sei se chegaste a estar fora, porém neste momento estás um crente furibundo e às vezes até inventivo. Como essa de me meteres em fuga. Tens alguma promessa de algum lugar na futura corte? Se sim, podes usar o meu nome à vontade», replica. Germano Almeida refirma o seu engajamento firme ao projeto presidencial de José Maria Neves, por considerar ser « o presidente que Cabo Verde precisa» para refrear os desmandos do atual governo de Ulisses Correia e Silva. «De modo que, Maika, antes de o JMN me convidar eu já estava com ele nesse projeto de eleger um presidente que ponha os interesses de Cabo Verde e dos cabo-verdianos acima dos seus interesses pessoais. E JOSE MARIA NEVES é o presidente de que precisamos para refrear os desmandos que este governo vem cometendo e está a preparar para cometer. Porque infelizmente tem estado sem freios, como prova a pouca vergonha dos contratos com os islandeses, e é urgente meter-lhe um cabresto. Porque o presidente é um árbitro, mas sendo preciso, ele ta pita má ele podé djuga!», vai avisando os eleitores. Confira o conteúdo do referido artigo de GA, que publicamos a seguir.

Resposta ao Maika Lobo «furibundo e inventivo»: Germano Almeida rebate que não foge de Cabo Verde nem para América e avisa que José Maria Neves é o presidente necessário para refrear os desmandos do atual governo

Maika,

Há muito não mentavas o meu nome nos teus posts. Como nunca mento o teu, admiti que tivesses finalmente entendido que, em nome de uma velha amizade, tínhamos o dever de nos pouparmos mutuamente, afinal das contas não só visitávamos a casa um do outro noutros tempos, como nenhum de nós é candidato para as próximas eleições. Mas tu insistes, e desta vez até me poes a “fugir” (porquê fugir?), ainda que não digas de que fujo nem para onde vou.

Não, Maika, eu não fujo. Não fujo de Cabo Verde, nem sequer (ou sobretudo) para a América! Nem vou fugir do projeto que o candidato presidencial JMN está a liderar. Porque, sabes, é um projeto por Cabo Verde, por amor à terra. Lembras-te de quando ainda estávamos juntos e tínhamos ajudado a fundar o MpD? Tempos depois ele viria a ser declarado Refundado e muitos deixaram de se rever nele e saíram. Tu não sei se chegaste a estar fora, porém neste momento estás um crente furibundo e às vezes até inventivo. Como essa de me meteres em fuga. Tens alguma promessa de algum lugar na futura corte? Se sim, podes usar o meu nome à vontade.

Lembro-me que ainda quase nos primeiros dias da governação MpD caiste em desgraça. Tinha acontecido a indecorosa autorização de importação do navio de açúcar do tio. E o clamor de desagrado ainda não tinha passado quando chegou o carregamento de cimento. Também do tio. Não era assim que tínhamos sonhado e protestamos com alguma veemência. Foi na sequencia disso que foste sabotado aleivosamente numa candidatura em Santa Catarina, lembras-te? Tens que lembrar, porque eu nunca me esqueci de ti praticamente chorando de raiva por teres sido enganado. E bem perfeitamente que podes voltar sê-lo.

Mas o que nos está distinguindo, tu e eu, é estarmos, eu ao lado de propósitos, e tu ao lado de pessoas. O pluripartidarismo foi um objetivo comum, mas depois dele veio o saque e o desmembrar do Estado de Cabo Verde com o qual eu nunca poderia alinhar. Ao mesmo tempo que se clamava que o partido único nada tinha feito neste país, desbaratavam-se as divisas penosamente acumuladas ao longo dele, num liberalismo selvagem, sem norte nem critério.

Depois começamos a vender as empresas públicas. O partido único nada tinha feito por este país, continuava-se a gritar. Porém, milagrosamente caídas do céu, tinham nascido empresas importantes para o povo cabo-verdiano e que no entanto foram e estão sendo impiedosamente desbaratadas. Quem não se lembra da EMPA e dos naviozinhos da ARCA VERDE que, em estreita colaboração, colocavam nas ilhas todos os produtos ao mesmo preço? Para quê falar do BANCO COMERCIAL DO ATLÂNTICO ou da TELECOM, ou da ENACOL, empresas vendidas sob o nome de privatizadas? A TACV escapou por uma unha negra e JOSE MARIA NEVES tem também a seu favor o crédito de ter agido de forma a ela ter-se conservado nossa por mais 15 anos. Mas logo depois da mudança de governo foi na enxurrada.

E estamos nesse descalabro de meios de transporte, um país arquipélago sem meios de ligação entre as ilhas. Por pura incompetência dos seus governantes que ainda não entenderam que não é possível haver ligação entre as ilhas sem ser subsidiada. Diz-me, Maica, não te incomoda a miserável situação dos transportes, sejam aéreos sejam marítimos, no nosso país? Bem sei que estás na Merca e talvez sem dia de regresso à terra, porém é certo que te preocupas connosco, pelo menos não tens dado descanso ao Facebook. E não te causa engulho termos entregue a nossa ligação às ilhas e ao mundo a duas empresas estrangeiras? Antigamente eras nacionalista, agora és apenas um nacional?

De modo que, Maika, antes de o JMN me convidar eu já estava com ele nesse projeto de eleger um presidente que ponha os interesses de Cabo Verde e dos cabo verdianos acima dos seus interesses pessoais. E JOSE MARIA NEVES é o presidente de que precisamos para refrear os desmandos que este governo vem cometendo e está a preparar para cometer. Porque infelizmente tem estado sem freios, como prova a pouca vergonha dos contratos com os islandeses, e é urgente meter-lhe um cabresto. Porque o presidente é um árbitro, mas sendo preciso, ele ta pita má ele podé djuga!
GA

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