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Necessidades de financiamento fiscal aumentam 4% do PIB em Cabo Verde - GAO 15 Junho 2022

O Grupo de Apoio Orçamental (GAO) previu hoje que a resposta imediata de Cabo Verde ao impacto da crise da guerra na Ucrânia aumentará as necessidades de financiamento fiscal em cerca de 4% do Produto Interno Bruto em 2022.

Necessidades de financiamento fiscal aumentam 4% do PIB em Cabo Verde - GAO

"A resposta imediata ao impacto da crise na Ucrânia aumentará as necessidades de financiamento fiscal em cerca de 4% do PIB em 2022, afetando a redução projetada da dívida pública", previu, segundo a Lusa, o GAO, no final de mais uma missão a Cabo Verde, a primeira deste ano, que começou em 09 de junho.

Na mesma nota, os parceiros constataram ainda que as autoridades cabo-verdianas estão comprometidas em retornar à consolidação fiscal a médio prazo e em colocar o rácio da dívida em relação ao PIB numa tendência decrescente.

"Os parceiros tomaram nota que o Governo está empenhado em continuar a utilizar empréstimos externos concessionais, subvenções e empréstimos internos para financiar o orçamento em 2022", prosseguiu.

Segundo a mesma fonte, os parceiros internacionais apoiam os esforços do Governo para mobilizar recursos no sentido de proteger os mais vulneráveis do impacto da guerra na Ucrânia, embora considerem que a melhoria da mobilização de receitas fiscais através da racionalização dos incentivos fiscais permanece crítica.

"Os parceiros continuam empenhados em apoiar Cabo Verde, através de assistência financeira e técnica num contexto de crescente incerteza", garantiram, notando que o impacto da guerra na Ucrânia, através do aumento dos preços do combustível e dos alimentos, reduziu as perspetivas de crescimento do país.

Para este ano, o GAO prevê que o crescimento do PIB de Cabo Verde atinja 4%, abaixo do conseguido em 2021, que foi de 7,1%, depois de uma contração histórica de 14,8% em 2020, devido à pandemia de covid-19.

GAO preocupado com inidice de criminilidade e necessidade de reforço da proteção social

"O GAO aprova as ações das autoridades que visam aliviar as pressões inflacionárias e encoraja mecanismos melhor direcionados para apoiar as famílias mais vulneráveis, preservando ao mesmo tempo a sustentabilidade fiscal e da dívida", prosseguiu a nota.

Os parceiros internacionais enalteceram a "bem-sucedida estratégia" de combate à covid-19, mas consideraram que a crise atual é um "desafio adicional" para a realização do objetivo Governo de erradicar a pobreza extrema até 2026 em Cabo Verde, pelo que pediu o reforço das medidas de proteção social.

Considerando que as taxas de desemprego continuam a ser "desafiadoras" para o país, a mesma fonte sublinhou os esforços do Governo na transição da economia informal para a formal, entendendo que pode garantir maior proteção social aos pequenos empresários e empregados, "tornando-se especialmente significativa num contexto de incerteza económica".

Manifestando "preocupações" sobre a evolução dos indicadores de criminalidade, os parceiros reconheceram os "progressos" na reforma da Justiça, na redução das pendências e na promoção de um sistema prisional mais humano e de reintegração social, refere a Lusa que cita fontes oficiais.

O Grupo de Apoio ao Orçamento de Cabo Verde é composto por União Europeia, que lidera, Portugal, Luxemburgo, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Mundial e Espanha, um dos membros fundadores em 2006 e que regressou.

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