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Negligência em hospital do Canadá: Mulher filma últimos momentos de vida 05 Outubro 2020

O vídeo gravado por Joyce Echaquan, de 37 anos e mãe de sete filhos, mostra-a no seu leito de hospital, em Montreal, a chamar pelo pessoal por entre gritos de dor a dizer que a barriga lhe dói. Durante uns vinte minutos ela chama, enquanto o vídeo do seu telemóvel grava. Ouve-se duas profissionais de saúde "a insultar a doente com comentários racistas e degradantes". Poucos minutos depois de terminar a gravação, ela morre.

Negligência em hospital do Canadá: Mulher filma últimos momentos de vida

A mulher morreu na segunda-feira, 29, três dias depois de dar entrada no hospital La Joliette no sábado, 27, a queixar-se de fortes dores abdominais.

No vídeo que vazou na internet após a morte de Joyce, na segunda-feira, ouve-se duas profissionais de saúde, talvez enfermeiras, que gritam com a paciente em sofrimento, chamando-a "estúpida", e que "era melhor se estivesses já morta".

A manifestação no sábado juntou milhares de pessoas na capital da província do Quebec, que gritaram palavras de ordem como "Justiça para Joyce", "Abaixo o racismo", ritmadas por tambores e canções tradicionais.

"No Canadá, não há racismo sistémico como vimos nos Estados Unidos, mas sem dúvida que temos aqui um caso de racismo que temos de enfrentar", disse o primeiro-ministro da província do Quebec, François Legault.

Um inquérito está a decorrer para apurar os factos e as duas profissionais de saúde foram afastadas, informou a direção do hospital no sábado, 3.

Discriminação contra indígenas no SNS do Canadá

"Por cada Joyce" de que se fala há cem que ficam em silêncio", dizem ONGs do país.

O facto é corroborado pelo marido de Joyce (foto ao alto), que em entrevista no sábado, 3, à CBC, a televisão pública do Canadá contou que a mulher foi para o hospital preparada para os maus-tratos por parte do pessoal hospitalar.

"A Joyce foi para o hospital já com a certeza de que ia ser discriminada e resolveu filmar tudo o que acontecia. São muitos os vídeos que ela fez", disse.

Fontes: Le Figaro /AFP/Referidas.

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