REGISTOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Neoescravatura: Mais de 50 milhões de ’escravos modernos’, estão mais nos países mais ricos e a piorar, diz OIT 14 Setembro 2022

O relatório da OIT-Organização Internacional do Trabalho ontem divulgado indica que "existem 50 milhões de pessoas em situação de escravatura moderna, seja pelo trabalho seja pelo casamento forçado". A situação piorou nos últimos cinco anos, cresceu uns 50% devido à pandemia da Covid-19, às alterações climáticas e aos conflitos armados.

Neoescravatura: Mais de 50 milhões de ’escravos modernos’, estão mais nos países mais ricos e a piorar, diz OIT

O objetivo da ONU de erradicar este flagelo até 2030 encontra um grande obstáculo que é o crescente aumento. Só nos últimos cinco anos registaram-se mais 10 milhões de pessoas em situação de escravatura moderna do que as estimativas globais para 2016.

São 27,6 milhões de pessoas no mundo submetidas a trabalhos forçados e 22 milhões casadas contra a sua vontade. Logo, uma em cada 150 pessoas é vítima da neoescravatura, segundo os dados da OIT/ILO que cita também dados da IOM-Organização Internacional de Migrações.

"As estimativas também indicam que as situações de escravatura moderna não são de forma alguma transitórias – a prisão em trabalho forçado pode durar anos, e na maioria dos casos o casamento forçado é uma sentença de prisão perpétua. E, infelizmente, a situação não está a melhorar", lê-se no relatório da entidade que regula o mundo laboral.

Uma série de artigos com links aqui e abaixo dão conta de algumas das situações relacionadas com o flagelo que atinge uma em cada 150 pessoas no mundo. O casamento infantil nos Estados Unidos EUA: Casamentos infantis em 46 Estados violam direitos humanos — Califórnia sem idade mínima, 24.nov.020) ou
na Índia, por exemplo (Índia: Projeto "Somos todas bruxas" relata vidas inenarráveis sob Covid-19, 27.set.021).

Pior nos países mais ricos

Esta neoescravatura acontece em quase todos os países do mundo e "atravessa linhas étnicas, culturais e religiosas". Mais da metade de todo o trabalho forçado e um quarto de todos os casamentos forçados "podem ser identificados em países de rendimento médio e alto", conclui o relatório anual OIT/ILO (International Labour Organization).

...

Fontes: Reuters/ILO.org /Relacionado: Mais neoescravatura — Timorenses em Portugal trabalham e passam fome, 89 quenianas morreram a trabalhar em casas de famílias na Arábia Saudita, 09.set.022; Neoescravatura no Médio Oriente: Irmãs indianas resgatadas em Omã, 24.mai.022; Neoescravatura revela-se na “histórica” condenação de 8 princesas dos Emirados que escravizaram 20 empregadas na Bélgica, 03.out.018; Portugal: Justiça recupera menor raptada no Gana, mantida em cativeiro e forçada a prostituir-se, 18.mar.019. Fotos: Mapa mundial da neoescravatura: A verde, os países no topo de destinos de tráfico humano, o rosto humano da nova servidão-escravatura.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project