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Nigéria: Chibok há 5 anos espera regresso de 276 alunas raptadas por terroristas Boko Haram 15 Abril 2019

A região no nordeste da Nigéria continua a viver sob a ameaça do grupo terrorista Boko Haram, que no dia 15 de abril de 2014 raptou duzentas e setenta e seis alunas, muitas delas com apenas 14 anos. O movimento mundial a pedir a sua libertação total, que de imediato se formou, ainda não conseguiu realizar esse objetivo: ao fim de cinco anos, desconhece-se se estão vivas 112 meninas alegadamente em cativeiro.

Nigéria: Chibok há 5 anos espera regresso de 276 alunas raptadas por terroristas Boko Haram

Cinco anos depois, as reportagens da BBC e da Deutsche Welle dão conta do imenso sofrimento que se vive em Chibok, a região afetada pela mais mediática das atividades terroristas do Boko Haram: o rapto das 276 alunas adolescentes.

“Ninguém vem para nos dizer o que se passa com as nossas filhas”, lamenta Yana Galang, mãe da adolescente Rifkatu ainda em cativeiro.

A dor compartilhada entre as famílias — que, entre angústia e esperança, continuam na incerteza do regresso das 112 meninas — não esconde todavia a divisão ante as famílias já apaziguadas por terem as filhas de volta.

"A associação de pais perdeu trinta e quatro dos seus membros, nos últimos cinco anos, uns por doença, acidente e sobretudo devido aos ataques do Boko Haram", lamenta o presidente. Este, M. Nkeki está também preocupado com o ressentimento crescente entre os membros da associação de pais: “Muitas vezes a reunião termina sem chegarmos a acordo e temos de separar pais que stressados partem para o confronto físico.

"Há pais desesperados que veem a atenção dos media a desviar-se das filhas ainda sob sequestro para noticiarem só os casos de sucesso, o das meninas libertadas e que voltaram a estudar. No ano passado, houve pais a tentar bloquear a saída das meninas que iam para a Universidade Americana da Nigéria", relatou a fonte.

As 276 alunas da Escola de Chibok são apenas uma fração da totalidade de meninas raptadas em escolas do nordeste nigeriano.

A região alvo do grupo terrorista "Boko Haram" — que se traduz como "Contra a educação ocidental" — já conta mais de vinte mil estudantes de ambos os sexos raptados...
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Fontes: Referidas. Fotos (AFP): Yana Galang, a sua filha Rifkatu. Michelle Obama juntou a sua voz à campanha global para "trazer de volta as nossas meninas". As famílias de Chibok dividem-se entre as apaziguadas por terem as filhas de volta e as outras que continuam à espera das filhas raptadas na escola de Chibok a 15 de abril de 2014.

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