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Nissan-Renault: Recuperação mais difícil após partida de Jun Seki, anunciada no Natal 01 Janeiro 2020

O vice-diretor executivo Jun Seki, número três da construtora japonesa Nissan, aliada da francesa Renault, está de partida segundo anunciou a empresa nipónica no dia de Natal.

Nissan-Renault: Recuperação mais difícil após partida de Jun Seki, anunciada no Natal

"Adoro a Nissan e sinto-me mal por sair neste momento em que o esforço de recuperação ainda está incompleto, mas tenho 58 anos e recebi uma oferta irrecusável que é provavelmente a minha última oportunidade de dirigir um grupo", afirmou Jun Seki (foto, ao alto) na quinta-feira, 26, ao diário financeiro Bloomberg.

"A Nissan decidiu aceitar o pedido de demissão do sr. Seki", lê-se no comunicado da empresa que afirma: "Estamos no bom caminho para ganhar a confiança, recuperar os níveis de desempenho da empresa e trabalhar para a transformação, como demonstram os mais recentes resultados".

Número três da Nissan durante o consulado de Ghosn, Seki que estava na construtora automóvel desde 1977. Era tido como o homem que podia dirigir os destinos da Nissan após a queda em setembro de Hiroto Saikawa, de 66 anos, (foto, em baixo), que em janeiro prometera deixar o cargo para um sucessor "da nova geração".

Mas com o cargo de presidente a ser atribuído a Makoto Uchida e o de CEO a Ashwani Gupta, que assumiram funções em de dezembro, não restou a Jun Seki, que fez toda a sua carreira na Nissan, senão demitir-se. Vai a partir de janeiro dirigir a NIDEC, fabricante de motores elétricos para automóveis.

A partida de Seki já teve consequências na Bolsa de Tóquio: a Nissan caiu 2,29% poucas horas após o anúncio na quarta-feira, 25. O pior resultado desde 2012, assegura o Wall Street Journal, desmentindo o comunicado otimista do dia de Natal.

Fontes referidas. Fotos: Carole Ghosn chamou a imprensa em fins de setembro último para expressar a sua desconfiança sobre a Justiça do Japão que mantinha Ghosn na prisão enquanto deixara em liberdade Hiroto Saikawa, o seu sucessor na presidência da Nissan, também acusado de receber benefícios indevidos.

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