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Nobel de Literatura 2020 atribuído à poeta Louise Glück 09 Outubro 2020

A Academia Sueca anunciou na quinta-feira, 08, que a poeta Louise Glück, dos Estados Unidos, é a distinguida deste ano com o Prémio Nobel da Literatura, pela "voz indesmentivelmente poética que com austera beleza torna universal a existência individual".

Nobel de Literatura 2020 atribuído à poeta Louise Glück

A nobelizada Glück (leia-se "ü" como "í"), nascida em Nova Iorque em 1943, é autora de várias coleções poéticas, muitas delas sobre as dificuldades da vida em família e do envelhecimento. Recebeu importantes prémios como o Pulitzer de 1993, pela coletânea ’Wild Iris’ e o de 2014 por ’Faithful and Virtuous Night’. Foi distinguida como a ’Poeta Laureada’ dos Estados Unidos em 2003.

"A mensagem foi recebida com surpresa, mas parece-me que foi bem acolhida", disse Mats Malm, o secretário permanente da Svenska Akademien, em Estocolmom ao anunciar que Louise Gluck é a galardoada com o Nobel da Literatura deste ano.

2020 é um ano tranquilo no que toca ao Nobel da Literatura, depois da dupla polémica em anos recentes que abalou a autoridade moral da Academia Sueca. Primeiro, foi em 2016 o Nobel atribuído ao músico Bob Dylan. Seguiu-se em 2018 a perturbação dos trabalhos que levou a adiar para 2019 a atribuição do prémio.

Em 2018, a Svenska Akademien teve pois os trabalhos da comissão perturbados pelo escândalo protagonizado pelo marido de uma integrante da Academia, Katarina Frostenson. O sueco-francês Jean-Claude Arnault, de 72 anos, fotógrafo e diretor artístico, que trabalhou independentemente para a instituição, foi condenado a 30 meses de prisão por assédio e agressão sexual. Foi o maior escândalo que atingiu a Academia fundada pela rainha Cristina no séc. XVIII.

E em 2019, o Nobel a Peter Handke, austríaco admirador de Milosevic, condenado por genocídio na Bósnia, foi muito criticado embora algumas vozes na esfera literária tenham defendido que "a literatura segue critérios literários e não políticos".

O editor britânico da Carcanet disse à imprensa em Londres que a sua equipa foi "apanhada de surpresa" e ficou ainda mais "perplexa com a justiça da escolha".

"O que a Academia fez foi distinguir "um poeta", no "sentido estética e imaginativamente elevado", que "não é uma voz apologética", não "quer de modo nenhum incarnar uma causa", disse o editor. Uma voz poética, pois.

Fontes: Site do Nobel/Le Monde/DW/Washington Post. Relacionado: Nobel de Literatura volta em polémica: Peter Handke é ‘negacionista’ e pró-Milosevic, 11.out.019.

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