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Nobel de Literatura para francesa Annie Ernaux 07 Outubro 2022

Estocolmo, 4º dia: a Academia Sueca anuncia que a escritora Annie Ernaux foi laureada com o Nobel de Literatura de 2022 "pela coragem e acuidade clínica com que revela as raízes, a indiferença e as limitações coletivas da memória pessoal".

Nobel de Literatura para francesa Annie Ernaux

A professora Annie Ernaux, laureada aos 82 anos, iniciou nos anos ’70 a sua carreira na escrita, de pendor marcadamente confessional. Filha de operários que progrediram para a pequena-burguesia como comerciantes, é a biografia da autora a sua principal fonte de inspiração.

A sua obra tem sido distinguida com prémios diversos, em especial nos últimos anos. O Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) pelo conjunto da obra.

Segundo a sua editora portuguesa, "Um Lugar ao Sol" (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e "Os Anos" (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do International Man Booker Prize, estão entre os seus mais conhecidos títulos.

O ano passado o filme de longa-metragem "Acontecimento", que adapta o seu romance homónimo baseado na experiência de se descobrir grávida enquanto estudante, foi distinguido com o Leão de Ouro da 78ª Mostra de Veneza.

Salman Rushdie era aposta

Entre os escritores apontados pelas casas de apostas como principais candidatos ao Nobel da Literatura de 2022 constam: Michel Houellebecq, Anne Carson, Adonis, Ngugi Wa Thiong’o e Salman Rushdie (Escritor Salman Rushdie golpeado ’com navalha’ em NY "está no ventilador" — Irão glorifica agressor de 24 anos, 13.ago.022).

Ano sim, ano não. Desde 2013, a Academia Sueca decidiu atribuir o Nobel da Literatura em anos alternados a uma mulher.

O Nobel de Annie Ernaux sucede ao do tanzaniano-britânico Abdulrazak Gurnah (Nobel de Literatura 2021 atribuído ao romancista Abdulrazak Gurnah, 08.out.021), o primeiro africano Nobel da Literatura após quase quarenta anos decorridos sobre o Nobel de 1986, o nigeriano Wole Soyinka.

Fontes: Nobel.org./Le Figaro/sites.

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