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Noruegueses iniciam instalação de unidade para produzir atum em aquacultura em Cabo Verde 11 Mar�o 2021

A primeira fase da instalação de uma unidade de produção de atum em aquacultura na ilha de São Vicente arrancou na segunda-feira, com a previsão para gerar 400 empregos até 2023, foi anunciado esta terça-feira,09.

Noruegueses iniciam instalação de unidade para produzir atum em aquacultura em Cabo Verde

Segundo informação divulgada pela Cabo Verde Tradeinvest, entidade pública responsável pela captação de investimento estrangeiro para o arquipélago, os trabalhos que envolvem a construção do empreendimento em terra, destacado pelo “grande impacto” para a economia cabo-verdiana, já decorrem no vale do Flamengo.

Segundo noticia Lusa, implementado pelos noruegueses da Nortuna AS, aquela unidade prevê ser das maiores exportadoras de Cabo Verde em três anos, quando atingir a marca de 10.000 toneladas de atum-rabilho do atlântico (Atlantic Blue Fin Tuna ou ABFT) produzidas em aquacultura localmente.

De acordo com a informação que consta do Estudo de Impacto Ambiental para a instalação do Atlantic Blue Fin Tuna Farming, conforme a mesma fonte, a primeira fase implica um investimento de 2,5 milhões de euros, que se somam a seis milhões de euros no programa de pesquisa e desenvolvimento sobre a espécie ABFT.

Esta primeira fase prevê a montagem do processo de incubação e produção de biomassa para atum rabilho ao longo deste ano, seguindo-se a expansão e processamento, no primeiro trimestre de 2022, e depois o início da produção em larga escala, bem como transformação, daquela espécie, entre 2023 e 2024, que será a terceira e última fase do projecto.

“O projeto de aquacultura que a Nortuna pretende implementar em Cabo Verde tem por base os oito anos de atividades de pesquisa realizadas pela empresa”, lê-se no estudo de impacto ambiental.

O atum-rabilho (Thunnus thynnus), que pode ultrapassar os 200 quilogramas por peixe, é considerado o “rei” do sushi e apresenta, recorda a empresa, o valor mais alto de mercado, com o Japão a garantir 60% das compras.

Trata-se de uma espécie classificada como ameaçada e o excesso nas capturas no Atlântico e no Pacífico levou várias empresas a apostarem em produção certificada através de aquacultura.

Segundo a mesma fonte, a primeira fase deste projeto arranca agora com a previsão de criação de 12 postos de trabalho, que sobe para 92 empregos na segunda fase e para 400 empregos até 2024, com o pleno funcionamento de uma “fazenda ‘offshore’” no mar cabo-verdiano, para produção daquela espécie de atum em aquacultura.

A segunda fase já comporta o cultivo da espécie ABFT na baía – aquacultura no mar - de Flamengo “em larga escala”, cujo volume de produção estimado se situa entre 8.000 e 10.000 toneladas por ano.

A terceira fase prevê a produção em larga escala, a transformação e “o alargamento da produção para outras ilhas de Cabo Verde, nomeadamente Santo Antão e São Nicolau”, explica a empresa no estudo.

De acordo com o documento, os sócios da norueguesa Nortuna decidiram-se pela criação de uma empresa com sede na ilha de São Vicente, a Nortuna Cabo Verde, formalizada já em outubro.

“O financiamento inicial (dois primeiros anos) do projeto está garantido em 70% pelos investidores da Nortuna AS e os restantes 30% por combinação de empréstimos e apoio das autoridades norueguesas”, acrescenta a informação no estudo, escreve Lusa.

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