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Diretora da Escola Portuguesa de Cabo Verde já formalizou na PN queixa de agressão por mãe de aluno 18 Outubro 2022

A diretora da Escola Portuguesa de Cabo Verde, Susana Maximiano que retomou as suas funções após ter recebido tratamento hospitalar, disse, esta 2ª feira, que apresentou queixa à Polícia Nacional contra uma cidadã cabo-verdiana que a agrediu por não ter sido permitida a matrícula do filho, após um ano sem pagar as mensalidades.

Diretora da Escola Portuguesa de Cabo Verde já formalizou na PN queixa de agressão por mãe de aluno

A diretora relatou : "Os professores ficaram todos indignados, a senhora antes de me agredir fez questão de me perguntar se eu era a diretora da Escola Portuguesa, se eu era a Susana Maximiano".

"Portanto, isto é uma agressão não só à Susana Maximiano enquanto pessoa, como também à diretora da escola e a todo o projeto de cooperação que está aqui em causa", afirmou em declarações à Lusa.

As agressões físicas, segundo a diretora da EPCV "a mais procurada da Praia", aconteceram na última quarta-feira (12 de outubro). A agressora é a mãe e encarregada de educação de um aluno que em 2020-21 e 2021-22 frequentou o estabelecimento de ensino, com cerca de 900 alunos, "suportado pelo Orçamento do Estado português e que funciona no âmbito de um acordo bilateral de cooperação com Cabo Verde", segundo documentos oficiais.

Motivo: a encarregada de educação totaliza 70.000 escudos em dívida, como explica a diretora da EPCV. "Já o primeiro ano pagou com muita dificuldade e neste ano [2021-2022] não pagou nada. Fo[ram]-lhe dado[s] prazos sucessivos para efetuar esse pagamento, o limite era meados de julho, quando fosse d[a] renovaç[ão] das matrículas. Não o fez, nós demos-lhe mais prazo, até 30 de setembro, não cumpriu. Nessa altura pagou as refeições de 2020-2021, que estavam em atraso ainda, mas não pagou nada relativo a 2021-2022".

"Ainda assim, porque pediu para o filho assistir às aulas, sem estar ainda matriculado, demos mais uma semana. Deixámos o aluno assistir para não o prejudicar, mas a senhora não cumpriu. Foi-lhe dado até ao final da primeira semana de outubro", acrescentou Susana Maximiano.

No dia 04 de outubro, a direção da escola comunicou à encarregada de educação que se não efetuasse os pagamentos em dívida "até ao final dessa semana", a partir de 10 de outubro "o aluno não poderia continuar a assistir às aulas porque não estava matriculado e porque não havia condições para o matricular".

Susana Maximiano relatou que, horas antes da agressão de que foi vítima, essa mãe e encarregada de educação lhe dirigiu na escola ameaças "sobre o que ia fazer". Mas desvalorizou-as.

Agressão fora do recinto escolar

Nesse mesmo dia a diretora estava num almoço em casa de amigos. A encarregada de educação "apareceu a bater à porta a pedir para falar comigo. E agride-me, pronto. Eu não estava à espera, do nada agrediu-me com quatro bofetadas na cara. Tenho testemunhas, fui logo para a Polícia Nacional dar conta do ocorrido, fui ao hospital, porque fiquei com tonturas e com desequilíbrios e o caso está a seguir os trâmites legais", explicou a diretora.

Além da agressão, Susana Maximiano queixou-se à PN das ameaças que também recebeu no mesmo momento: "Disse que não ficava por ali, que isto era só para eu aprender e para eu aguardar para ver o que me ia fazer a seguir".

A diretora voltou à escola e às suas funções: "Estou a trabalhar à mesma, mas como é óbvio tenho mais cuidado, não ando sozinha na rua, por exemplo".

Cooperação. A inauguração da EPCV-Escola Portuguesa de Cabo Verde, em 20 de fevereiro de 2017, foi destacada como um momento alto da cooperação entre os dois países e personificado nos chefes de governo António Costa e Ulisses Correia e Silva.

Fontes: CNN/Lusa/Arquivo. Foto (Lusa): Os primeiros-ministros de Portugal, António Costa, e de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e a diretora Susana Maximiano (à esqª na foto inserida) em 20 de fevereiro de 2017 na cerimónia de inauguração da EPCV-’Escola Portuguesa de Cabo Verde’ na cidade da Praia, que arrrancou com 22 alunos.

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