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Nova Zelândia: Crianças mortas estavam em malas arrematadas em leilão — Interpol procura mãe na Coreia do Sul 23 Agosto 2022

Uma família vai a um leilão em Auckland — num depósito de bagagens, que no dia 11 fez a sua faxina periódica — e deixa-se levar pelo provável tesouro por descobrir num conjunto de malas. Mas esperava-os o horror: dentro estavam os restos mortais que a perícia apurou serem de "duas crianças de 5 e 10 anos de origem sul-coreana".

Nova Zelândia: Crianças mortas estavam em malas arrematadas em leilão — Interpol procura mãe na Coreia do Sul

A Interpol foi há uma semana acionada para procurar a mãe na Coreia do Sul, após a investigação da polícia neozelandesa obter fortes indícios nesse sentido, obtidos nos elementos contidos nas duas malas de igual tamanho, para as crianças com idades estimadas de cinco e dez anos.

Este domingo, o britânico The Guardian noticia que a polícia em Seul confirmou que uma sul-coreana naturalizada neozelandesa estava a ser interrogada. Pela idade, endereço em Auckland e outros elementos como a data em que regressou ao país-natal, 2018, a mulher foi detida para investigação.

Imagens CCTV

"É uma investigação que não é nada fácil" segundo o detective-inspector Tofilau Faamanuia Vaaelua. Em entrevista à Reuters na última quinta-feira, o responsável explicou que "é uma operação complexa dada a natureza desta descoberta, em especial por se ter passado alguns anos entre a morte e a sua descoberta".

Além da investigação se basear em artigos diversos encontrados no lote arrematado pelo casal neozelandês, a polícia está há vários dias a examinar as imagens do armazém.

"É uma investigação que não é nada fácil. Mas estamos a fazer bons progressos com os exames ao ADN", rematou Vaaelua.


’Cheira a cadáver’

A família que fez a descoberta teve de receber apoio psicológico depois da abertura das duas malas.

’Cheira a cadáver’, dissera-lhes um vizinho que identificou logo o cheiro que empestava o ar. Este, que tinha trabalhado longos anos no crematório municipal, alertou os novos donos dos despojos antes mesmo que abrissem as malas, segundo o reformado do crematório de Auckland contou ao Herald.

Fontes: NZ Herald.nz/The Guardian/The Sun/BBC. Fotos: A casa dos compradores e o armazém são cenários de crime, na investigação que virou internacional.

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