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Nova oportunidade: Ex-ministro afegão trabalha como entregador na Alemanha — "Tenho orgulho de não ter milhões da corrupção" 02 Setembro 2021

Sayed Sadat foi o ministro das Telecomunicações do governo de Ghani desde 2016. Mas insatisfeito emigrou em dezembro último para a Alemanha "em busca de um futuro melhor". Entretanto, trabalha como distribuidor de refeições ao domicílio em Leipzig.

Nova oportunidade: Ex-ministro afegão trabalha como entregador na Alemanha —

O ex-ministro, de 49 anos, é um engenheiro eletrónico, com dois mestrados em engenharia de telecomunicação, mas quando não encontrou um emprego à medida das suas qualificações e experiência não hesitou em aceitar o emprego de entregador de comida ao domicílio.

"Toda a gente honesta tem de trabalhar para pagar renda, comprar comida", "fui um ministro ao serviço do povo. Como entregador de comida, continuo a servir o povo". É assim que Sadat reage às críticas que a sua decisão suscitou no Afeganistão — com o número-dois do regime talibã a referir a fuga de cérebros (Regresso do talibã Abdul Ghani Baradar nº2 e provável nº1 — "Parem de incentivar saída dos nossos talentos", 27.ago.021).

Entrevistado pela Reuters, Sayed Sadat descreve o seu dia de trabalho em cima duma bicicleta, durante a tarde e noite. "Pedalo durante seis horas seguidas, de casa em casa", "dez horas nos sábados e domingos". 750 euros por semana, "420 euros para a renda".

O seu dia começa com um curso de alemão durante quatro horas letivas. "Agora a minha prioridade é aprender a língua do país", diz Sadat diplomado em engenharia e com dois mestrados pela universidade de Oxford, em engenharia eletrónica e em telecomunicações.

"Eu até podia fazer como aqueles ministros corruptos, podia ter feito milhões de dólares, para comprar prédios aqui, hotéis em Dubai. Mas tenho orgulho, tenho a paz da minha consciência sem culpa nenhuma ".

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Fontes: Reuters/DW. Foto (captação de ecrã): Ex-ministro afegão de 49 anos — que negociou o lançamento de redes de telemóveis e satélites com a China e a Índia — agora "pedal[a]", 50 horas semanais por 750 euros, "para um futuro melhor na Alemanha".

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