Conforme as informações avançadas pela Lusa, o autocarro fazia o trajeto Maputo-Zambézia e foi atingido por "rajadas de balas" por volta das 17:40 no final da sermana passada, na Estrada Nacional N6, no distrito de Chibabava, na província de Sofala, disse um dos condutores.
"Vimos apenas rajadas de balas como faíscas no ar. Contei pelo menos seis tiros que atingiram o carro. O meu colega que estava no volante foi atingido por uma bala e mesmo assim conseguiu travar. Então eu fui ao volante e saímos", disse à Lusa uma testemunha.
Ressalta ainda a mesma fonte, que após o ataque, o autocarro, que levava passageiros, percorreu uma distância de cerca de 50 quilómetros até à sede de Muxúngue, onde a vítima foi assistida na unidade hospitalar local. "Estávamos todos apavorados, mas conseguimos chegar a Muxúngue", sublinhou.
Recorde-se que a zona centro de Moçambique foi historicamente palco de confrontos armados entre forças governamentais e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) até Dezembro de 2016, tendo a paz sido selada num acordo subscrito em 06 de Agosto de 2019.
Conforme escreve a Lusa, na zona guerrilheiros permanecem em números incertos, que formaram uma autoproclamada Junta Militar para contestar a liderança da Renamo e defender a renegociação do seu desarmamento e reintegração na sociedade.
"O grupo dissidente do principal partido de oposição é acusado pelas autoridades de estar a protagonizar os ataques armados, que já provocaram a morte de 24 pessoas desde "gosto do ano passado no centro de Moçambique", conclui a nossa fonte.
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