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Novo recorde de jornalistas presos em 2017 14 Dezembro 2017

São 262, mais 3 do que em 2016. O Comité para a Proteção dos Jornalistas acusa Donald Trump de legitimar as prisões, ao insistir na teoria das "fake news".

Novo recorde de jornalistas presos em 2017

Só na Turquia, há 73 jornalistas presos; é o país com mais detenções. Logo depois, está a China, com 41; e o Egito, com 20. Os três países concentram mais de metade dos repórteres detidos em todo o mundo: no total são 262, um novo recorde, com mais 3 do que em 2016.

A esmagadora maioria - três quartos - está a ser investigada ou é suspeita de crimes contra o Estado. A política é considerada a área mais perigosa: é daí que vem a maior parte das notícias que leva os jornalistas para a cadeia. O Comité nota ainda um aumento das detenções entre os chamados "freelancers", os repórteres que trabalham por conta própria.

Esta organização não-governamental com sede em Nova Iorque sublinha a falta de condições das cadeias, algo que leva a que muitos fiquem doentes e já provocou mesmo a morte a dois jornalistas este ano; entre eles, Lu Xiaobo, chinês, Prémio Nobel da Paz, que morreu em julho.

O Comité para a Proteção dos Jornalistas aponta o "fracasso da comunidade internacional", defendendo que o mundo nada faz para castigar os governos mais repressivos, os que vão contra o direito internacional, os que deveriam prestar contas e não o fazem.

E agora há a questão das "notícias falsas", as chamadas "fake news" de que Donald Trump não se cansa de falar. A organização defende que se trata de uma "retórica nacionalista" que legitima a decisão dos Estados a decisão de colocar os jornalistas atrás das grades. C/TSF

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