Culture

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Nubru lança álbum de estreia intitulado “Kaminaha” 08 Ao�t 2020

Kaminhada, assim se chama o primeiro álbum do rapper compositor cabo-verdiano Nubru - Bruno Monteiro. São 16 faixas inéditas, que contam com participação de vários artistas cabo-verdianos como, Batchart, Djox, Kumba, Tochi, Mark Delman, Manolo, Nana, Dzenh e Rahiz.

Nubru lança álbum de estreia intitulado “Kaminaha”

Em comucado de imrprensa remetido a este jornal, conta o artista que, depois dos singles “KONTRIBUTO” e NHA ANJO” lançados recentemente, as 16 faixas que compõem o álbum estarão disponíveis nas plataformas digitais (YouTube, Spotify, Soundcloud, Deezer, Apple Music etc), a partir de dia 7 de agosto.

“O disco é novo, mas o sonho é antigo”, destacou o jovem artista dizendo que, Kaminhada reflete um percurso de muitos anos. Músico e poeta ou poeta e músico, Nubru descobriu primeiro as palavras e adotou depois o Rap para dar melodia às suas revindicações em forma de rimas.

Segundo a mesma fonte, o polivalente da cidade de Várzea da Igreja, São Domingos, foi palco das suas primeiras batalhas de rap, entre os jogos de basquete e o convívio dos amigos. Tinha 16 anos quando criou, com mais três amigos, o primeiro grupo de rap e desde então, foi trilhando um caminho marcado pelo Rap lusófono, cabo-verdiano e americano.

Hoje é licenciado em Psicologia, mas nunca parou de escrever. No percurso universitário aprendeu, adquiriu várias ferramentas que hoje utilizam na produção da sua arte.

Nubru destca que os rappers cabo-verdianos Rapaz 100 Juíz e Batchart contribuíram de uma forma ou de outra no seu percurso musical servindo como ponto de referência.

“Os Rapaz 100 Juiz foram um grande ponto de referência no início do meu percurso. Mais tarde conheci Batchart, um grande amigo, com quem ganhei novas influências e adquiri novos conhecimentos, principalmente na clarificação dos aspetos técnicos da música e do Rap”, explica.

O disco chega depois de um longo período de maturação pessoal e musical e Nubru considera que, apesar da conjuntura, o momento não podia ser melhor.“Talvez não seja o timing certo para o mundo, mas é o meu momento. Quero que quando as pessoas oiçam a minha música sintam conforto e felicidade e saibam que mesmo nos momentos difíceis há sempre uma luz no fundo do túnel. Este é também momento de passar as mensagens que realmente interessam”, sublinha o comuncado.

O rapper explica que, Kaminhada é fruto de um investimento pessoal. Porque, ao seu ver, os sonhos não têm preço e o Rap é acima de tudo empreendedorismo.

“Nós rappers somos os verdadeiros empreendedores. Mostramos que podemos sair do quintal da nossa casa para os grandes palcos de Cabo Verde e do mundo. Nos nossos home stúdios nós fazemos tudo, com o nosso trabalho e o nosso talento”, salienta.

Bruno Monteiro, deixa mensagem de encorajamento aos jovens, mas também chamadas de atenção sobre o que vai mal na sociedade, a degradação das relações humanas e as preocupações de um jovem que quer ver mudanças no nosso país, mas, acima de tudo, contribuir para essas mudanças, refere a mesma fonte.

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