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Caso Alex Saab: Mário Matos alerta que está atingir proporções arrepiantes para imagem externa de Cabo Verde e pede pronunciamento do Presidente da República 26 Agosto 2020

Num post colocado na sua página de facebook, o analista Mário Matos alerta que o polémico processo Alex Saab está a atingir proporções arrepiantes e aviltantes para a imagem externa do Estado de Cabo Verde, bem como, e sobretudo, para a confiança dos cidadãos no Executivo que nos governa. Matos vai mais longe, ao criticar que o Primeiro-ministro não pode continuar «fechado em copas» como se nada aconteceu, ao mesmo tempo que exige um pronunciamento do Presidente da República sobre a matéria que tem provocado, ultimamente, um autentico terramoto político em Cabo Verde. «O Governo deve explicações à Nação! O senhor Primeiro-ministro não pode continuar ’fechado em copas’, como nada se passasse! Um PM não o é apenas para ’boas novas’, inaugurações e lançamento de primeiras pedras! Aguardemos pelo posicionamento do Presidente da República». Confira, a seguir, o posto referido de Mário Matos sobre o polémico caso Alex Saab, preso na cadeia civil do Sal e que aguarda pela decisão do Supremo Tribunal da Justiça para a sua extradição ou não para os Estados Unidos da América.

Caso Alex Saab: Mário Matos alerta que está atingir proporções arrepiantes para imagem externa de Cabo Verde e pede pronunciamento do Presidente da República

O processo Saab está a atingir proporções arrepiantes e aviltantes para a imagem externa do Estado de Cabo Verde, bem como, e sobretudo, para a confiança dos cidadãos no Executivo que nos governa!

  • Catadupa de informações sobre declarações e graves acusações dos Advogados de Defesa do cidadão colombiano ao serviço do Governo da Venezuela, nacionais e estrangeiros, sobre lesa direitos do seu constituinte, entre as quais alegadas obstaculizações de entrada de um dos Advogados estrangeiros no país;
  • Vídeos em rajada de um canal televisivo cujo próprio nome demonstra ter sido criado adentro da estratégia de derrube de Maduro, com expressa referência a fontes de Serviços de Informação dos EUA (o que é uma evidência para quem não quer ser ingénuo) cada um mais grave que o outro, em informações e especulações sobre esse processo;
  • Notícia bombástica que relata ao pormenor uma "embaixada" à Venezuela, de dois cidadãos cabo-verdianos, por todos conhecidos como bastante próximos do poder político, para manter conversações (ou negociações?) com o Presidente Maduro, tendo a peça chamado a atenção para o facto dos mesmos, na ida, terem sido portadores de carry-ones, e de várias malas no regresso, especulando sobre o conteúdo das mesmas;
  • Célere desmentido do Governo, num registo que, em vez de salvar a face do Executivo, compromete-o mais, porque apenas diz que o Governo de Cabo Verde não mandou nenhum emissário à Venezuela, não descartando, portanto, a ida dos mesmos;

Agora outro comunicado, dando conta da demissão do PCA da empresa pública Emprofac, Gil Évora, um dos alegados "emissarios" referidos nas peças.
Definitivamente, o Governo da República deve explicacões claras à Nação!
Se demite o gestor público alegadamente envolvido nesse imbróglio, com a fundamentação citada no comunicado é que sabe/sabia ou já teve informações seguras da "missão" do mesmo e do seu colega!

Não abre um inquérito para esclarecer os meandros dessa inusitada "missão"? Foram por sua conta e risco? Negociar o quê e em nome de quem? Envolvem-se num processo dos mais complexos e delicados para o país e para os decisores políticos que nos governam, e tal não merece investigação para apurar da veracidade, motivação e contornos do caso? Conseguem viajar sem sobressaltos, aparentemente, sem nenhum impedimento, na situação de voos internacionais altamente condicionados devido a medidas restritivas emanadas do próprio Governo? São prontamente recebidos pelo Presidente Maduro, cujas restrições para a ele se chegar são conhecidas, ficam alojados no Palácio Presidencial, o que depreende-se que tiveram (re)conhecimento do mesmo de que estariam a agir não em nome próprio, pois, na situação normal, seriam tratados como "ilustres desconhecidos" que nem visto de entrada teriam, pois, o Aeroporto de Caracas está encerrado devido à pandemia?

Isso tudo e muito mais, não exige outras medidas do Executivo que não esta canhestra tentativa de "lavar as mãos"? Exige inquérito!

O Governo deve explicações à Nação! O senhor Primeiro-Ministro não pode continuar "fechado em copas", como nada se passasse! Um PM não o é apenas para "boas novas", inaugurações e lançamento de primeiras pedras!
Aguardemos pelo posicionamento do Presidente da República.

Mário Matos, sociólogo e ex-deputado da Nação

(Post publicado na sua página de facebook)

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