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Número de pessoas que passam fome subiu para 124 milhões em 2017 23 Mar�o 2018

Segundo estimativas de organizações internacionais divulgadas esta quinta-feira, 22, a intensificação dos conflitos e a seca persistente em várias regiões do Planeta Azul fizeram subir para 124 milhões em 51 países, o número de pessoas que passaram fome em 2017. Para observadores atentos, é imoral que tal situação esteja acontecer em pleno século XXI em várias regiões do mudo.

Número de pessoas que passam fome subiu para 124 milhões em 2017

O "Relatório Mundial” sobre as crises alimentares de 2018, publicado pela União Europeia (EU), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e Programa Alimentar Mundial (PAM), indica que se registou um aumento de 11 milhões de pessoas afectadas.

O Director-geral da FAO, José Graziano da Silva, sublinha que, duas em cada três pessoas com fome são de países que vivem crises prolongadas.

O estudo indica que os principais afectados por uma situação de "fome aguda" em 2017 incluem países envolvidos em conflitos ou em "grave insegurança", nomeadamente o Iémen, o norte da Nigéria, a República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Birmânia.

“Na África oriental e austral, a seca persistente também desempenhou um papel importante, já que "conduziu a reduções consecutivas das colheitas em países já confrontados com níveis elevados de insegurança alimentar", destaca.

Este ano, os conflitos e a insegurança continuarão a ser "provavelmente as principais causas de crise alimentar", afectando o Afeganistão, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, o nordeste da Nigéria, a Região do Lago, Chade, Sudão do Sul, Síria e Iémen, assim como a Líbia e o Sahel central (Mali e Níger).

O documento sublinha ainda que o Iémen continuará a ser o país com a maior crise alimentar a nível mundial “e a situação deve mesmo deteriorar-se devido a dificuldades de acesso, destruição da economia e epidemias".

Citado pela Agência Lusa, no continente africano o impacto da seca aumentará a insegurança alimentar nas zonas pastorícias da Somália, sudeste da Etiópia e leste do Quénia, assim como em países da África ocidental e do Sahel, como o Senegal, Chade, Níger, Mali, Mauritânia e Burkina Faso, sendo único o alívio regista-se na África austral, onde se prevê uma melhoria graças ao aumento da produção de cereais em 2017 e à baixa do preço dos alimentos.

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