OPINIÃO

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O “EU” E O SEU “CORPO” 15 Outubro 2021

O corpo sempre nos avisa que é hora de parar, descansar, desacelerar ou diminuir o ritmo, mas como foi dito, esses avisos são silenciosos, aquele que vive na agitação, acelerado e em diversas atividades, costuma não escutá-los e quando começa a percebe-los, já é tarde demais para agir. O corpo tem sempre sugestões sábias e orientações úteis para os indivíduos que o escuta.

Por: José João Neves Barbosa Vicente*

O “EU” E O SEU “CORPO”

De um modo geral, quando criança, principalmente quando ainda é um bebê, o ser humano costuma prestar atenção ao seu corpo, talvez não de um modo deliberado, mas não é difícil perceber através de uma observação atenta que ele tem uma certa identidade com o seu corpo. Pode parecer algo simples e natural para alguns ou até mesmo banal ou irrelevante, mas por meio de um olhar mais atento é possível perceber que, em termos gerais, a relação do ser humano bebê com o seu corpo, além de ser uma forma importante de percepção de si, essa relação pode ser entendida também como uma sensação de identidade pessoal. Trata-se, portanto, de prestar atenção ao próprio corpo, de senti-lo e de entender que o “eu ” e o “corpo” são unidos e precisam permanecer assim por toda vida.

Ou seja, cada ser humano precisa ficar atento ao seu corpo, principalmente aos seus sinais para que ele possa viver melhor. O “eu” precisa sempre estar atento ao seu “corpo”, os dois precisam estar em sintonia para que o todo não entre em desiquilíbrio ou descompasso irreparável.

Infelizmente, o hábito adquirido quando bebê, parece se esvair entre os seres humanos adultos. De um modo geral, muitos têm dificuldade de prestar atenção em si próprios e outros parecem ter esquecidos que possuem um corpo e que esse corpo precisa de ser escutado quando ele quer falar ou avisar algo. A vida “moderna” é um convite ao esquecimento de si e de seu corpo, principalmente porque as pessoas estão “sem tempo” ou preferem estar “sem tempo”, devido ao mergulho profundo em várias atividades e preocupações, algumas delas nem sempre necessárias. O corpo cansa e costuma avisar com antecedência, por isso é preciso estar atento para que seja possível entender adequadamente o significado do seu sinal. O “eu” e o seu “corpo” precisam estar em sintonia perfeita, apenas dessa forma o indivíduo será capaz de ouvir e entender a linguagem do seu corpo que, normalmente, costuma ser silenciosa, mas sempre com conteúdo importantes e inadiáveis.

Por mais ocupado que um indivíduo possa estar, ele jamais deverá abdicar-se do seu corpo; escutá-lo e senti-lo atentamente podem ser fundamentais para evitar alguns males indesejados. O corpo sempre nos avisa que é hora de parar, descansar, desacelerar ou diminuir o ritmo, mas como foi dito, esses avisos são silenciosos, aquele que vive na agitação, acelerado e em diversas atividades, costuma não escutá-los e quando começa a percebe-los, já é tarde demais para agir. O corpo tem sempre sugestões sábias e orientações úteis para os indivíduos que o escuta. A saúde daquele que escuta atentamente as mensagens do seu próprio corpo, costuma sofrer poucas alterações ao longo da vida. Assim, cada indivíduo precisa fazer um esforço no sentid o de manter o seu “eu” e o seu “corpo” perfeitamente unidos e em sintonia, para que possa viver com menos sofrimento. O corpo é uma das fontes de orientação do indivíduo, ele precisa, portanto, escutá-lo atentamente e seguir rigorosamente suas recomendações, para que ele possa viver melhor.

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*Professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

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