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Caso Alex Saab: Gil Évora refuta acusações sobre alegada viagem à Venezuela na qualidade de emissário do Governo 23 Agosto 2020

O antigo presidente da Emprofac, Gil Évora, refutou hoje em comunicado as acusações sobre a alegada viagem à Venezuela na qualidade de emissário do Governo, no caso que envolve a prisão do empresário venezuelano Alex Saab em Cabo Verde.

Caso Alex Saab: Gil Évora refuta acusações sobre alegada viagem à Venezuela na qualidade de emissário do Governo

Na quinta-feira, 20, a imprensa internacional escreveu que o Governo de Cabo Verde enviou dois emissários a Caracas (Venezuela), Gil Évora e o ex. director-geral do Turismo, Carlos dos Anjos, com a missão de encetar contactos com o Presidente Nicolás Maduro na sequência da detenção de Alex Saab.

No dia seguinte, sexta-feira, 21, o Governo demitiu o presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac), Gil Évora, alegando “violação dos deveres inerentes ao gestor público e desvio da finalidade das funções”.

“Não fizemos qualquer missão a mando do Governo e nem fomos emissários de quem quer que seja” garantiu Gil Évora, acrescentando que não estiveram no palácio presidencial e nem em contacto com qualquer presidente ou entidades governamentais.

Por isso, garantiu que são “globalmente falsos” falar de encontros políticos e refutou “integralmente” as acusações, pelo que, conforme atestou, apenas servem para alimentar os gáudios de alguns que os querem metidos em qualquer enredo de que não fazem parte.

No entanto, Gil Évora admite que no passado mês de Junho, o colectivo de advogados de Alex Saab estabeleceu contacto com uma empresa cabo-verdiana de consultoria na área de aviação civil para estabelecer trâmites de obtenção das autorizações para a realização de voos e obtenção dos vistos de entrada em Cabo Verde.

“Equivale isto dizer que desde Junho esta empresa cabo-verdiana vem tratando de forma legal e transparente estas questões, como atestam as notas trocadas com as instituições cabo-verdianas ligadas aos aspectos logístico”, acrescentou.

Em relação à viagem à Venezuela esclareceu que estiveram em Saint Vincent e Grenadines, país do sul do Caribe, numa missão custeada por um grupo de advogados que se prontificou em assumir os encargos da deslocação num jato privado espanhol, tendo em conta a inexistência de ligação em voos comerciais.

“O objectivo desta viagem era e foi apenas comercial, sendo todo o resto invenções sem qualquer fundamento. Acedemos a um convite e, estando nas funções enquanto PCA da Emprofac, optamos por solicitar férias, exactamente para evitar colisão e sobreposição do que quer que fosse”, concluiu Gil Évora.

Alex Saab Morán foi detido no dia 12 de Junho, na ilha do Sal, e aguarda desde o dia 16 de Julho o final do processo de extradição para os Estados Unidos da América. A Semana com Inforpress

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