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MNE: Apoio aos PALOP é de aplicação imediata e reajustável no tempo 20 Junho 2020

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse, esta sexta-feira, que o Plano de Ação na resposta sanitária à pandemia de covid-19 entre Portugal e os PALOP e Timor-Leste é de aplicação imediata e pode prolongar-se para além deste ano.

MNE: Apoio aos PALOP é de aplicação imediata e reajustável no tempo

"Este plano de ação é de aplicação imediata e é desenhado como primeira resposta para 2020, e terá o seu calendário reajustado se a própria evolução da pandemia o determinar ou aconselhar", disse Augusto Santos Silva durante a apresentação do plano, esta tarde (19/06) em Lisboa.

"O plano tem dois grandes objetivos: apoiar os nossos países parceiros em disporem de recursos indispensáveis à resposta à pandemia, seja do ponto de vista de recursos financeiros, seja de material médico, equipamento de proteção individual e equipamentos de tratamentos de pessoas", por um lado, e apoiar a formação, disse o governante.

"Todos nós, Portugal incluído, precisamos de mais educação das pessoas e de formação das pessoas em saúde pública, em matéria de educação para a saúde, técnicos e profissionais de saúde", vincou Augusto Santos Silva.

Sobre o valor contido no plano de ação, pouco mais de 3 milhões de euros, o governante salientou que "o esforço financeiro excede ligeiramente os 3 milhões numa primeira fase, na sua dimensão monetizável, mas uma parte considerável dos esforços em formação não é diretamente contabilizável e por isso não está expresso em valores monetários", disse o ministro durante a apresentação do plano, esta tarde em Lisboa.

De acordo com Santos Silva, "o esforço que toda a África fez para conter o mais rápido e eficientemente possível o surto e o espalhar do vírus é um esforço absolutamente notável, e com o qual a Europa, os Estados Unidos e a China têm muito a aprender, dado que foram extremamente rápidos, muito determinados e inteiramente claros na preferência que deram ao salvamento de vidas e foram absolutamente intransigentes na forma como reagiram rapidamente".

O Governo português anunciou hoje a disponibilização de três milhões de euros para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste combaterem a propagação de pandemia, ao abrigo do Plano de Ação na resposta sanitária à pandemia de covid-19, hoje apresentado em Lisboa.

Para além dos três milhões de euros, o plano, que tem a duração prevista de um ano, envolve também a disponibilização de material médico e proteção individual, num total de cerca de 800 mil artigos e 95 ações de formação, de acordo com a documentação distribuída aos jornalistas.

O Plano de Ação na resposta sanitária à pandemia de covid-19 entre Portugal e os PALOP e Timor-Leste, "foi elaborado tendo em conta o atual contexto de pandemia mundial e a determinação do Governo Português em contribuir para os esforços dos seus principais países parceiros no combate à covid-19 e aos seus efeitos", acrescenta-se no texto.

Coordenado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Instituto Camões, participam também vários entidades, entre as quais estão os ministérios da Saúde, Defesa Nacional, Ciência e Ensino Superior, Administração Interna, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e ainda a Ordem dos Farmacêuticos e a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos.

Timor-Leste está sem casos ativos de covid-19. Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções e de mortos (1.664 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.541 casos e 17 mortos), Cabo Verde (849 casos e oito mortos), São Tomé e Príncipe (683 casos e 12 mortos), Moçambique (668 casos e quatro mortos) e Angola (166 infetados e oito mortos). Fonte Lusa

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