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Caso Fundo do Ambiente: Líder parlamentar do PAICV insurge-se contra pressão do MpD ao poder judicial e alerta que o partido no poder não estava interessado na justiça 28 Setembro 2020

O líder parlamentar e vice presidente do PAICV insurge-se, em conferência de imprensa realizada hoje, contra aquilo que considera ser « pressão exercida pelo MpD em relação ao poder judicial», na sequência do arquivamento do caso Fundo do Ambiente. Rui Semedo adverte que, nos últimos dias, a questão do Fundo do Ambiente foi, de novo, trazida a público com novos desenvolvimentos, designadamente o arquivamento da esmagadora maioria dos casos que vinham sendo utilizados como bandeira do MpD para conspurcar a imagem de figuras públicas ligadas ao PAICV, que têm procurado dar a sua contribuição para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Caso Fundo do Ambiente: Líder parlamentar do PAICV insurge-se contra pressão do MpD  ao poder judicial e alerta que  o partido no poder  não estava  interessado na justiça

Segundo o vice-Presidente e líder do Grupo Parlamentar do maior partido da oposição, ao que tudo indica os intentos do MpD ficaram gorados e os seus dirigentes não têm conseguido esconder a sua frustração, o seu desencanto e uma indisfarçada e colérica fúria em relação a tudo e todos, não poupando nem as instituições da Justiça.

Esta atitude, de acordo com Rui Semedo, demonstra que, desde o início, o partido ventoinha não estava interessado na justiça, mas sim numa tentativa grosseira de manipular e instrumentalizar a justiça para perseguir membros do PAICV e cidadãos inocentes para condicionar a participação política e colher dividendos políticos e eleitorais.

Adianta que agora que os seus intentos não foram conseguidos «voltam-se, com toda a sua revolta, contra a Justiça e os seus profissionais que o MpD tenta substituir para fazer justiça na praça pública e, como se costuma dizer, com as suas próprias mãos”.

O Líder Parlamentar do PAICV adianta que, não restam dúvidas para ninguém que se queria que as instituições da justiça dessem seguimento às “sentenças públicas” que o partido ventoinha já tinha proferidas, anos atrás, condenado e punindo a todos, porque havia um interesse claro em atingir o PAICV na sua dignidade e pôr em causa os princípios e valores do rigor, da transparência, valores caros a esta organização política.

PAICV, que diz ter recebido com tranquilidade as decisões do Ministério Público, continua a seguir com o processo de encerramento das Fase de Instrução do Processo relativo ao Fundo do Ambiente e refuta todas as suspeições de corrupção na gestão dos bens Públicos durante a sua governação.

O maior partido da oposição, adianta Rui Semedo “condena, de forma veemente, esta atitude do MPD de pressão ilegítima e despropositada contra os profissionais da justiça, só pelo facto de estar em causa a credibilidade das suas denúncias infundadas e irresponsáveis com o único objetivo de assassinato de caráter das pessoas».

Rui Semedo adianta que só o desespero pode justificar esta fúria desatinada do partido que está a governar neste momento que perdeu o sentido de responsabilidade e o sentido de respeito pelas Instituições da República.

“O MPD tem de se conformar com a circunstância de o fundo do ambiente já ter dado tudo que tinha para dar”, afirma Rui Semedo, realçando que os cabo-verdianos estão cada vez mais esclarecidos para entenderem que o que está em causa é o jogo político e a tentativa de eliminar o adversário pela via da calúnia e da difamação.

Por último, o Vice-presidente garantiu que o PAICV acredita que « toda esta pressão ilegítima e todos estes ataques gratuitos às Instituições da Justiça não irão ter nenhum impacto no curso das decisões sobre este ou outros processos, porque acreditamos na isenção e na imparcialidade dos órgãos judiciais, na independência dos Tribunais e na seriedade dos Magistrados».

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