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Khyra Tavares: A primeira de muitos para o novo estilo “Capeverdean Kriol Fusion” 31 Mar�o 2021

Natural da ilha de Santiago, e há um ano a viver em São Vicente, a artista e intérprete cabo-verdiana Khyra Tavares vê-se num momento para criar e fazer o seu estilo musical ter influência. Um estilo como “Capeverdean Kriol Fusion” assim definido pela cantora, foi criado juntamente com o artista Khaly Angel e é inspirada pela sua paixão por Blues, segundo revelou em entrevista ao Asemanaonline. Em tempos de limitações por causa da pandemia, o seu desejo é dar continuidade aos vários projetos que já tem feito e os que tem em mente. Apresentados ao mercado, só falta patrocínios e convites para os concretizar.

Entrevista conduzida por: Areménia Chantre/Redação

Khyra Tavares: A primeira de muitos para o novo estilo “Capeverdean Kriol Fusion”

Asemanaonline - Como nasceu essa paixão para a música?

Khyra Tavares - A paixão pela musica surgiu na década de 90, quando frequentava uma igreja evangélica, onde comecei primeiramente, por apegar a instrumentos musicais, nesse caso violão. Comecei a cantar e a tocar na igreja. De seguida, comecei a cantar num pub que se chamava Pub Cruzeiro que em que o dono se chamava Teks. Era um pub que tinha bons concertos, e era muito frequentado por artistas que, acabava também por atrair muitas pessoas. Pantera frequentava muito o espaço e tínhamos uma banda. Também eramos da escola de música de Tó Alves, chamado escola Pentagrama.

Qual é a história por detrás do seu primeiro single e videoclipe intitulado “Fra Brok”?

"Fra Brok" é a minha primeira música. A música foi escrita por Frank Cavaquim, e lançada pela primeira vez nos anos 60 pelo grupo Voz de Cabo Verde. E a história da música é o seguinte: A razão pela escola da música é que eu tive uma proposta sobre gravar músicas que já existiam, de Cabo Verde e completamente de acordo com a música que eu escolhia, sendo casada com o filho de Frank Cavaquim, fui ver uma música antiga de voz de Cabo Verde que sabíamos que Frank Cavaquim era uma pessoa que gostava da Banda Beatles, gostava de bandas inglesas, jazz, blues. Ele viveu em San Francisco e fez a primeira música no grupo Voz de Cabo Verde. Era uma banda incrível. Então fomos ver essa musica “Fra Brok” e eu achei-a lindíssima, logo nesta proposta que me fizeram gravei um remake, ou seja, fizemos uma nova versão.

Que feedback obteve após o lançamento do “Fra Brok”?

- O feedback de “Fra Brok” tem sido extremamente positivo porque para já a orquestração musical foi bem-feita. Mas falando em novidade, posso dizer que algo fresco. Não é um trabalho precedente de “Fra Brok” que não seja esta música, mas não nesse arranjo ou conjuntura malta jovem que nem sabem quem é Frank Cavaquinho e muitos não conhecem esta música. Pessoas de faixa etária de Frank, de 40 adiante, eles reconhecem o remake que está instrumentalmente bem feito. Fomos fiéis ao estilo a que esta música pertence. Estamos a ter um feedback que, acredito que, vai ser longo.

Quando você pensa em sucesso na música, que artista ou outro profissional lhe vem à cabeça? E o que essa pessoa tem que você mais admira?

- Em relação a artista que eu admiro é algo extremamente vasto. Até porque ouço muitos artistas, principalmente os do Jazz. Admiro mulheres que escrevem as suas músicas, que também fazem as suas composições. Não tenho um artista favorito. Gosto de Pat Metheny que é um grande guitarrista que é um grande compositor de musicas incríveis. Admiro cantoras como Amy Winehouse, Ella Fitzgerald, o guitarrista B. B. King, enfim gosto de Blues, jazz.

Está em curso algum projeto musical?

- Projeto música é a minha vida. Neste momento, o único projeto musical que tenho é lançar mais 2 singles que já estão prontas. Quero lançá-las com vídeo clip ou não. Estou só a dar um tempo para que as pessoas processam a música “Fra Brok”. Estamos também a trabalhar no vídeo clip para ter mais conteúdos, mais coisas para as pessoas verem. Tenho também um projeto de gravação de um álbum. Mas tudo está a volta de patrocínios.

Que parcerias tens para o futuro?

- A verdadeira parceria que tenho é o público, minha audiência. Sou uma artista autónoma, não tenho contrato com ninguém. O que tenho é um contrato de distribuição musical na plataforma de Harmonia com José da Silva. Sou independente em relação a onde posso tocar ou onde posso ir. Se me fizerem propostas, eu aceito, pois já estou no mercado da música. Agora só falta os convites.

Esta pandemia é um desafio para a sua carreira e porquê?

- Pandemia é um problema sim. Afeta muito a música porque não se pode viajar, não há festivais onde ganhamos mais dinheiro, logo atinge e muito a nós do ramo da música. Não temos muita audiência e automaticamente recebemos muito pouco. Não acho, por outro lado, que a pandemia é um desafio para a carreira, quando tudo é digital, tudo é virtual, então se pode fazer e colocar nas diversas plataformas e hoje as pessoas já têm mais facilidade em ver. Já neste aspeto, como mencionei anteriormente, perdemos muito quando não há os grandes eventos musicais, onde se pode ganhar “o pão”.

Que estilo e género musicais tem dado destaque à sua carreira?

- Descobri meu género musical precisamente na interpretação da música “Fra Brok”. Cantando em crioulo, o género que acredito que criei na maneira que eu interpreto. Se eu interpretar a música de uma certa forma, a instrumentalização é baseada nesta forma de interpretação. Sou muito Blues. Mas de uma forma geral meu estilo é Capeverdean Kriol Fusion. É um estilo que eu criei com o Khaly Angel e no single Fra Brok ouve-se.

Como se vê como artista daqui a 5 anos?

- Pelo trabalho que tenho feito, acho que me pode socorrer muito bem. Espero até esta data já terei muitos álbuns no mercado e com certa longevidade como muito trabalho e registo feito. E também ter influenciado todo a minha geração atrás de mim, com coisas novas. É isso que espero que aconteça.

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