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OMS quer maior capacitação de laboratórios em todo o mundo para detetar mutações do coronavírus — "Temos de estar preparados para algo ainda mais grave" 31 Dezembro 2020

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, apelou na quarta-feira, 30, em Genebra, ao aumento da capacidade dos laboratórios em todo o mundo, dada a necessidade de descobrir as sequências genómicas das mutações do vírus que forem aparecendo, o que só se consegue com testagem.

OMS quer maior capacitação de laboratórios em todo o mundo  para detetar mutações do coronavírus —

A comunicação do DG da OMS enquadra-se na atualização de dados sobre o coronavírus descoberto há um ano, designadamente o impacto que a descoberta das mutações — que se manifestam na mesma proteína do SARS-CoV-2 — irá ter sobre a vacinação.

Segundo a OMS, as variantes originárias do Reino Unido e na África do Sul, esta designada 501V, embora "não apresentem diferenças significativas nas hospitalizações ou mortalidade diferenciam-se contudo por a estirpe britânica ser altamente transmissível e as pessoas afetadas apresentam "maior carga viral".

Os estudos sobre as variantes procuram determinar se as estirpes são mais resistentes às vacinas já aprovadas, mas demoram tempo, segundo a OMS, que espera nos próximos dias ter mais conclusões da investigação em curso, pelo menos sobre a variante do Reino Unido.

Reduzir transmissibilidade, controlar fronteiras: qual o melhor método?

Quanto às restrições nas fronteiras à entrada de pessoas oriundas de países que comunicam a existência destas variantes, a OMS considera que "mais importante que bloquear fronteiras é tentar diminuir a transmissão" do vírus na comunidade, mas continua a deixar ao critério de cada país o controlo das suas fronteiras.

No entanto, o diretor do programa de emergências sanitárias da OMS, Mike Ryan, salientou que "os países não devem ser castigados" por partilharem abertamente informação sobre a existência de novas mutações em circulação na sua população.

Mike Ryan afirma que passado um ano sobre o alerta acerca de casos de "pneumonia de origem desconhecida" na cidade chinesa de Wuhan, o mundo está mais bem preparado para lidar com uma pandemia como a que ali começou no fim do ano passado, mas que «esta ainda não foi ‘The Big One’».

"Precisamos de estar preparados para algo que pode ainda ser mais grave no futuro", previne Ryan.

Fontes: Site da OMS/BBC. Fotos (OMS/Reuters): Estirpe britânica do coronavírus. O DG da OMS e o diretor-executivo Ryan.

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