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OMS identifica ’vírus mais perigoso do mundo’ no Gana 18 Julho 2022

A OMS-Organização Mundial de Saúde, pela voz da diretora regional africana Matshidiso Moeti, divulgou, esta segunda-feira, que já foi identificado, no Gana, o’ Vírus de Marburg’, tido como o mais perigoso do mundo. A prevenir alarmes extremos, dada a morte de duas pessoas no sábado, a doutora Moeti, que dirige a OMS-África desde 2015, indica que "a ação decisiva e imediata" da entidade vai permitir dedicar mais atenção aos atingidos como também "canalizar recursos" para erradicar o vírus, espera.

OMS identifica ’vírus mais perigoso do mundo’ no Gana

O vírus mais perigoso do mundo foi classificado pela primeira vez em Marburg – cidadezinha alemã às margens do rio Lahn, a uns quatrocentos quilómetros de Berlim. Foi em 1967 que pessoas a trabalhar em laboratórios em Marburgo, Frankfurt mas também na capital da Sérvia, Belgrado, foram infetadas. Sete das vítimas mortais nos dois países europeus tinham lidado com macacos verdes e ou a sua pele importados do Uganda.

Quatro décadas depois, identificou-se um novo caso, fatal, numa turista neerlandesa que tinha estado no Uganda. Nesse mesmo ano de 2008, uma turista americana contraiu a doença mas recuperou. Ambas tinham visitado uma das cavernas habitadas por morcegos frutívoros, num parque conservacionista.
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Em 2005, o maior país dos Palop, Angola, foi flagelado por um surto de vírus-de-Marburgo que resultou na morte de mais de duzentas pessoas. É até agora o maior surto mortífero registado.

Como acontece a transmissão

Segundo a CNN Brasil, o hospedeiro reservatório do vírus Marburg é o morcego da espécie Rousettus aegyptiacus, que habita em cavernas e é amplamente distribuída pela África. Morcegos infectados não apresentam sinais característicos da doença. Primatas, como humanos e macacos, podem ser infectados e desenvolver doença grave com alta mortalidade.

A infecção humana acontece a partir do contato com morcegos infectados.

Uma vez que um indivíduo é infectado, o vírus pode se espalhar através da transmissão entre pessoas por contato direto (através de lesões na pele ou pelas membranas das mucosas) com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de infectados.

Objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa que está doente ou morreu da doença, como roupas de cama, agulhas e equipamentos médicos, também são fontes de transmissão.

As pessoas em maior risco são familiares e profissionais de saúde que cuidam de pacientes infectados sem o uso de medidas adequadas de prevenção. Veterinários e especialistas de laboratórios ou pesquisadores que atuam com primatas não humanos da África também podem ter maior risco de exposição ao vírus.

Sinais e sintomas

Conforme a mesma fonte, após um período de incubação de 2 a 21 dias, o início dos sintomas é repentino e marcado por febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo. Por volta do quinto dia após o início dos sintomas, pode ocorrer erupção na pele, principalmente no peito, costas região do estômago.

Os pacientes podem apresentar náuseas, vômitos, dor no peito, dor de garganta, dor abdominal e diarreia. O agravamento da doença leva a sintomas como icterícia (cor amarelada dos olhos e da pele), inflamação do pâncreas, perda de peso significativa, delírios, choque, insuficiência hepática, hemorragia e disfunção de múltiplos órgãos.

Diagnóstico da doença

Como os sinais e sintomas da doença causada pelo vírus Marburg são semelhantes aos quadros clínicos de outras doenças infecciosas, o diagnóstico pode acontecer de maneira tardia, acrescenta a CNN Brasil.

A identificação de sintomas precoces característicos da doença e dados que relacionem a uma possível exposição ao vírus indicam a necessidade de isolamento do paciente e notificação das autoridades sanitárias.

O diagnóstico pode ser realizado em laboratório a partir de amostras do paciente. As técnicas incluem o diagnóstico molecular (RT PCR), que permite a identificação do material genético do vírus, e testes de antígeno.

Tratamento da doença

A fazer fé na CNN Brasil, não existem tratamentos específicos para a doença causada pelo vírus Marburg.

Pacientes internados em hospitais podem receber terapia de suporte, com o objetivo de controlar os impactos da infecção para o organismo. As medidas incluem a manutenção do status de oxigênio, controle da pressão arterial, substituição de sangue perdido e o tratamento de possíveis complicações.

Prevenção da doença

Segundo a fonte referida, as medidas preventivas contra a infecção pelo vírus Marburg incluem evitar áreas com a presença de morcegos que se alimentam de frutos e o contato com primatas não humanos doentes.

Diante da suspeita ou confirmação da doença, devem ser adotadas medidas de prevenção e controle de infecção para evitar o contato físico direto com o paciente.

Além do isolamento, os cuidados incluem o uso de aventais, luvas e máscaras de proteção, esterilização e descarte adequado de agulhas, equipamentos e dejetos do paciente, conclui a CNN Brasil que cita fontes autorizadas no dominio da saúde.

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Fontes
: WHO.org/Washington Post/BBC/CNN Brasil. Relacionado: . Fotos: Vírus de Marburg junto do logo da OMS (manchete primeira página); Matshidiso Rebecca Natalie Moeti (interior da notícia) assumiu aos 61 anos, em 2015, o cargo de diretora da OMS-África que pela primeira vez é exercido por uma mulher. O epidemiologista Luke Nyakarahuka dirige o desinfetante viricida sobre os colegas Jonathan Towner e Brian Amman, durante uma jornada de trabalho no Queen Elizabeth National Park, Uganda, com o objetivo de descobrir como é que os morcegos transmitem o vírus aos humanos.

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